sexta-feira, 15 de julho de 2016

Amor Omnia Vincit (poema)


Feitos um para o outro, como papel e caneta...
mas  e se fosse papel e lápis, ou papiro e pena?
E ela acordou naquela manhã revolta,
e pensou no quão anormal e antiromantico é uma tempestade logo cedo,
 sem o brilho do sol pela janela,
sem aquela sensação morna e calma...
As chances de se deprimir quando esta frio, ou chuvoso são enormes,
 mas ainda não são maiores do que se atribuir tal repentina tristeza a um amor,
 correspondido ou não... novo ou velho
 Pra uma garota qualquer,
 de uma cidade qualquer não seria diferente...
por que então eu escreveria sobre ela?

Se levanta, escolhe a roupa que mais gosta,
toma um banho antes do café preto e torradas,
 nunca havia tomado café preto nem de qualquer outra cor...
 assim pensou e sorriu,
 esse mesmo sorriso que encanta o garoto do outro lado da rua quando a vê sair,
 do mesmo brilham os olhos que tanto atraem a outra garota
 sentada no ponto de ônibus  que, por sua vez faz uma feição tao meiga quando se envergonha,
 que faz rir aquele rapaz que passa todos os dias de bicicleta,
 só pra vê-la e ele fala baixinho:
 " quem sabe um dia trago flores e canto um poema qualquer"...
 esse romantismo é tudo que aquela mulher do carrinho de pipocas
esperava de alguém, mas o cara que vende balões gosta do garoto do jornal...
 e o garoto do jornal ontem roubou um beijo da menina da livraria,
 aquela mesma que namora o rapaz do balcão da farmácia,
 mas ele nem sabe disso, e se soubesse talvez olhasse pra nossa garota
 que acordou de manha e botou um sorriso no rosto  só pra fazer ele feliz...

O amor sempre vence, sucessivas vezes, mas não isto garante felicidade ou dor.

Um comentário:

Juliana Lourenço disse...

Adorei!!!
��������❤️❤️