domingo, 12 de março de 2017

A tempestade nunca se alonga
mas era março, desta vez era diferente
O sol fatigante levara as energias
raios e trovões levaram lhe a coragem
não era uma tempestade castanha
não acariciava a pele ou refrescava o calor
lhe surrava o corpo
cada rajada de vento levava as memorias
levava os sonhos bobos
as esperanças vãs
procurou abrigo, mas não podia
enxergar a um palmo do seu nariz
procurou alguém, não se sabe ao certo
se havia... a cada grito de desespero
eram trovões que respondiam

não era uma tempestade qualquer
era março...
tempestade que carrega
que apaga o cigarro
encharca
satura
estagna
surra
cega
entorpece
afasta
cansa
desorienta
desespera

Gosto de tempestades, do cheiro de terra molhada
do caos harmonico, da força e potencia
gosto de tempestades castanhas, no fim da tarde
mas eh março... tudo que resta é o instinto de fugir e não me afogar
ou desistir agora mesmo...


terça-feira, 7 de março de 2017

um gole no café amargo, mais um trago no cigarro
as pessoas, as coisas, a vida passa, num compasso
tão descompassado, que sinto ser eu o erro
posso estar assistindo errado, vivendo errado
sentindo errado, amando errado, sendo errado
e faço isso ha tanto tempo que nem sei ao certo
se sei fazer certo...

essa melodia, umida, fria, implacavel
essas cores, esse clima
vivo rodeado de personagens unicos
em cores, melodias, aromas unicos
tem uma, a voz dela... não sei explicar
é musica, fria, umida, implacavel
e seus olhos, digo quase estático, são como...
como um momento exato no por do sol, com nuvens tempestuosas
com aquele laranja acastanhado pela noite
aquela luz morna que conforta

mas é março, em março não ha por do sol
não ha cores, não ha melodia
o aroma de terra molhada lembra
que de agora pra frente
tudo é morte, tudo é cada dia mais cinza
mais frio

um gole do café amargo, palavras amargas
vida amarga, e um trago desse cigarro quase apagado
morte lenta ... como as folhas amarelando dia a dia
como café amargo esfriando gole a gole
a vida amarelando dia a dia
esfriando gole a gole
se apagando trago a trago

sábado, 21 de janeiro de 2017

não era o que dizia ser, era na verdade
o que diziam ser ideal ser, sem querer
e por ser ideal, deixou de ser real
e por deixar de ser real, deixou de ser


domingo, 1 de janeiro de 2017

Le MMXVI Est Mort...

Superei o medo de temer simplesmente
superei a zona de conforto
superei os lutos auto impostos
superei a culpa, a insegurança
eu superei quem pensou que nunca superaria
quem eu msm pensei que nunca superaria
me superei

construí o que havia de ser construído
desconstruiu o que havia de ser tb
bem como destruí, reescrevi, resignifiquei
me superei

não vou mentir, eu cai, muitas vezes
em muitos chãos
cai na lama, no asfalto, areia, pregos
cai de cara, me machuquei, machuquei
não só a mim, e chorei
com filme, livro, lembranças, recaídas
vivencias... novos dramas
me superei

superei amizades toxicas
superei pseudo amizades
superei atrasos
superei percalços
mas acima de tudo, superei vc
e mais que isso, superei a mim
sou a melhor versão de mim
não por vc
por mim


ps... poema de retrospectiva, inclui minhas superações e superações de outras pessoas que amo, então, se perceber vc no poema, sinta se amado (a)
ps2: Sou grato pela meia duzia de pessoas que frequentam o blog, é provavel que eu me afaste por um tempo daqui, mas volto em breve.
ps3: feliz 2017, recebi exatamente as 0h aquele feliz ano novo mais esperado, da pessoa mais esperada, e percebi o quanto as pessoas a minha volta são importantes e incriveis... ^^
ps4: até breve pessoas.