quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

tipo indireta

E naquele momento, como rochas imoveis diante do mar
que golpeia impiedosamente, permaneci ali
O brilho dos olhos jamais foram faróis, eram apenas lagrimas
e os sorrisos, quem poderia prever, não eram sinais

Em nenhum momento o mundo parou
em nenhum momento vi placas de retorno
mas me lembro hoje, com mais clareza
do dia que lhe dei um sorriso, que do dia que se apagou

e do brilho no olhar, e de ter todo futuro a frente
do brilho que iluminou minha existência
mas faróis queimam tb, falha humana
eu só queria escrever um poema...

ps. Sei que vc lê msm quando não divulgo, queria que soubesse que lembro que dia é hoje, e que me sinto muito feliz por ter essa memoria pra lembrar, e por sua passagem na minha existencia... não deixaria passar em branco...

sábado, 17 de dezembro de 2016

Torradeira


Ganhou um dia uma torradeira
Daquelas clichês, de filme americano
Não estava nos seus planos, mas
Fez dela sua companheira

Ela aquecia suas manhãs cinzentas
O ajudava a iniciar a rotina, e o café
Acompanhava em seus momentos
Até que em certo momento

Já não havia manhãs tardes vazias
A torradeira entrou na rotina
Nem importava mais o gasto de energia
Até aquele fatídico dia

A torradeira não funcionou, e mais
Nunca mais funcionaria,
Quanto mais ele a ligava
Mais ela estragava
Mais gastava energia

Não queria torradeira nova
Abriria mão pra sempre de torradas
Se lembraria triste todas as manhãs

que amor as vezes não passa
de uma torradeira quebrada.

domingo, 11 de dezembro de 2016

10 passos pra estragar um domingo

insonia
pensar em tudo
acordar com barulho
café morno
sem bom dia
pensar em tudo
acionar a trilha depre
esquecer de comprar cigarros
amor...
pensar em tudo

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

o mar e o tempo


Antes era o mar de angustia, e a corrente ensandecida
As ondas que de lado a lado, na imensidão do horizonte
Sem trégua desestabilizava o barco, e de desejar a fuga
Não se sabe ao certo em quanto tempo, pouco, naufragou
Enquanto isso a tempestade, rainha das mudanças severas
Sopra ao longe o que foi sonho, agora quimera
Colossal Quimera que devora cada instante de existência
Mas é na tempestade que voa livre, pássaro negro
Resiliência e força em forma graciosa, triste
Dança a rebeldia louca de escolher permanecer
Seja na tempestade, seja na ressaca do mar
Ponto indesejável e único de realidade

E quando enfim brilhar o sol, se é que brilha
Não sabe ao certo se ao cortar a tempestade
O arco da aliança faz se desejável
Pois a tudo se habitua, ao mar, a tempestade
Até que se perde o farol, o pássaro, a sanidade
E se deseja naturalmente o inferno, a angustia

Mas o sol virá, não pra inexistir a tempestade
Mas pra reaquecer o corpo tremulo
Para confortar o coração que chora

Todas as noites a tempestade que deseja.

domingo, 20 de novembro de 2016

rascunhos

meu maior medo não é faltarem palavras
nem faltar inspiração, sei que ela vai e vem
não temo perder tudo, não tenho nada, sou nada
não temo que falte paz, que falte água, que falte luz
nem que falte vontade, desejo, nem que falte o ar
mas que não falte percepção....
pq ainda que não haja amor
ainda que não haja nada
perceber em tempo
poupa palavras, que não faltem
economiza tempo pra um cafe

sábado, 12 de novembro de 2016

Talvez


talvez um dia eu use minhas asas,
 talvez um dia tomo lhe nos braços
 e te mostro o quão lindo é o meu mundo,
 talvez um dia meus pensamentos não precisem
percorrer distancia tão grande pra lhe encontrar,
talvez uma hora dessas a gente passe horas conversando,
 e um sorriso, um olhar, um frio na barriga deixem de ser subjulgados
e sejam motivo suficiente pra uma loucura qualquer...
 talvez um dia eu perceba que não és  um sonho bom
mas sim uma realidade ainda melhor...
 talvez um dia eu deixe de sonhar sonhos tão simples e os viva realmente...
 alias, mania feia que temos de julgar tudo tão racionalmente,
assim perdemos a chance de viver o que foge do habitual...
 rotina...
 talvez um dia um palhaço lhe sorria e diga,
 sempre estive aqui,
 e de tantos sorrisos apenas um me faz sorrir de bobo,
 apenas um me faz sorrir os olhos...
talvez um dia não precisemos mais sermos dois,
mas não espero um dia pra ser feliz..
esperar por vezes me faz feliz...
talvez um dia eu diga, talvez
talvez tudo continue exatamente como está
não por culpa minha ou tua
o problema é o talvez, talvez

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Finem Luctus


Como espectro que não assombra
Mas permanece a espreita, silencioso
Nunca mais visto, eternamente sentido
Dando sentido a tudo, permanece

Que não haja corpo, que não haja carne
Que não haja voz, que não haja sorriso
Palavras, olhares, problemas, dor
Tiraram tudo de ti, tirou se tudo de si

“O que nos tornamos quando já não há nada? ”
O que acontece quando a morte chega
E nenhum poema idiota consegue explicar
O quanto dói, o quanto sufoca esse impasse?

Como tudo deve ser quando o luto precisa acabar,
Quando a vida me cobra de ser vivida, não apenas
Lamentando ou sofrendo dores de antes, mas
Com toda força de novos dramas?

E o que acontece quando esperança causa medo
Felicidade causa culpa, muito mais que antes de tudo
Quando tudo que existe de bom, de belo nesse mundo
É indissociável de uma memória tão... trágica?

Como entender que absolutamente ninguém
Vai entender a dor de acordar revivendo
Aquela manhã fatídica, todos os dias
Nem por vc, nem por querer, é inevitável?

E essa dor imensa me cobre de tal forma
Que não posso me ver, ninguém pode
E isso me lembra uma verdade dura
Fiz tantas promessas, são tantos segredos
Que inevitavelmente terei de cumprir

E para isso, contrariar o desejo tão intenso
De fazer o que for, só pela mínima chance de
Reencontrar vc, te abraçar forte
Te dizer que não ta tudo bem, mas ficará

E ficará, nunca mais serei feliz por completo
Visto que nem sou mais completo
Mas preciso fazer por vc o que não fez
Encarar tudo, dedo médio em riste

E cuidar do que precisa ser cuidado
Chorar o que tiver de ser chorado
Fazer o que tiver de ser feito
Viver o que tiver de ser vivido

Pq um ano não rendeu história suficiente
Para te contar por toda eternidade
Mas garanto que o caos que sou
Dará conta disso numa vida inteira

Pq sim, não abro mão de incluir vc nos meus momentos
Não abro mão de viver todos os momentos que virão
Não abro mão, por nós, por tudo, pelo que representa
Não abro mão de conversar em silencio e fingir que vc escuta
Não abro mão de chamar sua atenção pela idiotice
De nos privar e se privar de tudo, mas respeito e entendo
Não abro mão de te amar tão intensamente
Nem de sentir raiva de mim e de vc por não evitar
Talvez não o ato, mas esse dramalhão todo
Enfim, não faço ideia de como é tudo depois de se mudar
Nem se pode me ler ou sentir, nem quero realmente saber
Só quero que saiba que está tudo bem, o mundo continua bem bosta
As pessoas tb, e sim, faço o possível pra ser menos patético
E que esse é o ponto no qual planejei acabar com isso tudo
E entre as opções, escolhi ser o melhor e mais forte possível
E, paradoxalmente, me espelhar em sua coragem
E ficar, ser aquele que vc amou e respeitou até o último minuto

Ps. Se em algum momento vc me le, ou me ouve, obrigado por não responder, sabe que tenho medo dessa porra toda de fantasma... mas se um dia decidir responder, faz com jeitinho, ok?

E não esquece, te amo amiga, pra sempre, e não abro mão de te encontrar, seja quando e onde for!

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Cegueira


I

Eu não vi as pedras do caminho, e não as retirei
Fui descalço, pensei ser a simplicidade algo bom
Acreditei ser um dom não saber ao certo o que sou
Ser o caos, e de fato, enquanto os pés não tocam o chão
As pedras não abrem as feridas, esqueci as feridas
E por não ver as pedras, fui tomado pela ânsia
De seguir a pé, sozinho, descalço, sangrar
Se meu peito sangra que diferença teria sangrar os pés?
Eu não vi os amores, não vi os momentos, não até ser tarde
Tarde demais para ser parte da historia, e criei memorias
Uma linha histórica infestada de rupturas, todas elas
Minha culpa
Não vi as frases nos muros indicando a direção
Não vi os ventos mudando de direção
Não vi a vida se esvaindo, poeira escapando de minhas mãos
Por entre os dedos, não tive tato, tampouco coragem
Não vi as cartas se acumularem, não vi a frustração se aproximar
O tempo, não vi o tempo passar
Mas chega um momento em que não há pedras
Não há muros, não há nada, nada além de um corpo cansado
De feridas abertas, de culpas, magoas, e aquela intensidade
Que outrora me oferecia os céus, me jogam de face ao chão de pedras

II

Supunha se a dor antes de a dor doer de fato
Mas não fora o prever a dor, mas a angustia da nova dor
Que o levara dos céus ao inferno, sem escalas
Não fora a morte, companheira fiel, mas a vida
A primavera, os campos floridos, a esperança
O amor, os protagonistas, risonhos, da dor
Que se sobrepôs a dor presumida
Tornou se dor de fato diluída
No veneno doce da vida

III

Não vi as flores, mas senti seus espinhos
Perfurarem a carne impura, culpa
A desesperança encontra abrigo
Na realidade dos fatos
De fato, inatingível és
De fato, improvável sou
De fato, incrível es
De fato, nada sou
Nada além de invisível
Intragável, impossível
Inadequado
E não vi nada, nada além

De ser nada...

sábado, 15 de outubro de 2016

Piggy's day


São muitas as tempestades, cada qual tem a sua
mas quando a minha e a sua se encontraram
nos fizemos fortes, e eu o cara das palavras
não tenho uma hoje pra descrever o quanto
vc fez e faz por mim, mas tentarei

voce tem cara de leitão desmamado
que não toma agua nunca, e reclama demais
voce fala igual uma matraca desregulada
e foge de carinho como capiroto foge da cruz

com tudo isso, dificilmente seriamos amigos
mas tem algo com relação a vc, que só sentimos
quando o universo nos aproxima de quem realmente vale a pena
tem algo em vc, que te torna uma das poucas amigas que tenho

Voce me faz me sentir em casa
me faz sentir que o mundo não está perdido
me faz sentir que minha mãe não é mãe de todos meus irmãos
tem algumas soltas por aí

Resumindo, apesar de ser uma suinea bebedora de café mimizenta
vc é minha amiga, minha irmã, minha heroina
minha cumplice numas paradinhas aew
e muito alem de parabens, obrigado por existir.

Feliz dia dos Pigs desmamados!!!

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Vergonha + Errados

Refugiados de guerra
intolerância religiosa
étnica, Deus virou as costas
vergonha
A vitória do capital
a vitoria global
do acumulo de riquezas em detrimento
da falência humana, pobreza
vergonha
vazio de poder
banalização do mal
e da violência, ta no jornal
sangue em suas mãos
vergonha
e o caos do mundo
e o caos em mim
seus olhos estáticos
tristes, frios
boca cerrada
casa vazia
o amor reduzido
a papeis rasgados
nunca antes desejei tanto
o fim, de tudo, de mim
a covardia inda me salva
vergonha...

Existe quem é frio e se diz intenso 
e quem de ser intenso se diz frio, 
ambos estão errados.
 Existem pessoas que amam e não dizem, 
e as que dizem amar sem amar realmente... 
ambas estão estupidamente erradas...
 Existem aqueles que tem muitos sonhos
 e não costumam fazer muito pra realizar nenhum
 e outras que se perdem tanto em projetos que mal sonham... 
ambas estão erradas... 
Tem as que escolhem rápido demais,
 as que nunca escolhem,
 as que preferem não lutar, 
as que lutam até quando não se faz necessário... 
existem pessoas que amam tanto 
que desistem do amor na tentativa de fazer o outro feliz,
 e outras que sequer se deixam viver tal amor... 
e ambos ESTAMOS errados...

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Sou


Se foram os pássaros e o coro ululante das manhãs
O cheiro do café, o calor no peito, o sorriso fácil
Se foram as borboletas do estomago, se foram todas
E as vontades, desejos, esperanças, sonhos

Tudo que não era certamente meu, se foi
E quem dera nada houvesse restado
Restei, com tudo aquilo que sou
E tudo mais que não posso evitar

E se pudesse, trato como hipótese, evitaria?
Que seria eu então? O que realmente difere
O ser que sou do ser que fui, e ainda, do ser que,
Quando sonho, gostaria de ser?

Não sou pássaros, nem cheiro de café, nem calor no peito
Nem sorriso, nem amor, nem vontades, desejos, esperanças
Tampouco existo alheio a estes e outros produtos dos meus sonhos

Somos o que somos... ninguém precisa fingir-se feliz por isto.

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Primavera



O vento forte que carrega as ilusões

rompe os galhos, varre a terra

Acorda cinza, queima em sol ao meio dia

chora tempestade a tarde e dorme em brisa

Rainha do caos, da instabilidade

da indecisão, do drama, do mimimi

a mais pura expressão de amor

produz flores, e espinhos

Essência do paradoxo...




Primavera é igual aquele amiga agitadinha

que mora longe, passa um ano sem dar as caras,

mas quando chega vem chutando a porta,

abrindo a geladeira, mudando de canal na tv,

fazendo tempestade, abrindo todas as flores,

botando os bichos pra acasalar




Primavera é tipo aquele amor que

é caos, é anormal, é intenso

mas foge tanto ao clichê

que sofre mais que deveria

não é fruto outonal de esperança

é tudo certo que não se realiza

é tudo espera mas quem sabe?

é não saber nem mesmo o que dizer

fazer, pensar, sentir... e ter tudo ao mesmo tempo




Bem vinda primavera, faça seu papel

te amo e te aceito, seja como for

só não me peça pra estar

bem, mal, feliz ou triste

só deixa estar...

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Setembro


O Negro véu oculta o riso
Não o impede, mascara
Veste de amarelo a rosa
Que nasceu pra ser vermelha

Intriga desde a Grécia que
A rosa, fez se branca até que o mal
Violentamente atinge Adônis
E torna a rosa vermelha

Tragédia rima em essência
Com a flecha que não sangra
O coração mas o enlaça
Triste fim, triste enfim

A finitude, a morte desmascara a eternidade
Que prontifica a engolir o tempo
E todo sentido de existir sem esta
Rosa atemporal de setembro.

sábado, 3 de setembro de 2016

Escolhas

Em um mundo de escolhas,
 tudo que foge ao nosso controle soa surreal.
 Por vezes esquecemos que o rio corre
 sem escolher sua nascente,
 seus desvios
 e sempre terá como fim desaguar no mar
querendo ou não
 O certo é o paradoxo de sorrir o nascimento
 e chorar a fadada libertação do corpo,
 ainda que seja a unica forma
 de finalmente deixarmos esse mundo estranho
 e voltar a fazer parte do todo,
 de onde também nunca escolhemos sair...

Escolhas

Em um mundo de escolhas,
 tudo que foge ao nosso controle soa surreal.
 Por vezes esquecemos que o rio corre
 sem escolher sua nascente,
 seus desvios
 e sempre terá como fim desaguar no mar
querendo ou não
 O certo é o paradoxo de sorrir o nascimento
 e chorar a fadada libertação do corpo,
 ainda que seja a unica forma
 de finalmente deixarmos esse mundo estranho
 e voltar a fazer parte do todo,
 de onde também nunca escolhemos sair...

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Que seja pt.2




"Que seja livre pois do contrário

perde se a essência,

mas que eu seja então teu porto seguro,

ainda que inseguro e não a sua prisão,

teu campo vasto e não o cabresto.

Que seja então em breve, ou não,

mas que não seja uma entre outras opções

e sim querer,

e que não seja ruptura e sim renascer,

que não te imponha um novo horizonte,

mas que seja um novo elemento em teu horizonte,

nem tão perto, nem tão distante...

que não seja eterno para que não haja prazo ( por mais longo que seja).

Que não seja medo, nem coragem,

nem dor nem ecstasy

, nem bossa nem rock,

mas que seja tudo isso,

ou horas tudo,

outras quase nada.
que enfim não importe o que seja,

quando seja, como seja, que apenas seja,

e que no fim seja você, e eu ainda os mesmos,

e se nada for enfim que seja,

e se a duvida persiste, não tema, SEJA!"


Em meio aos livros todos, a pequena J. escolheu o ultimo, entre tantos poemas, escolheu este, e pensou, se fosse esse o ultimo de sua existência, "que seja". Isso instantes antes da hipócrita carta de suicídio, disfarçada de seja la o que for... tomou o veneno amargo, e assinou o bilhete que dizia:


" Eu gosto quando em meio a tempestade vc vem como porto seguro, gosto quando meu mar de angustia está de ressaca e vc traz calma... mas gosto quando o mormaço fica insuportável e vc vem como tempestade, gosto quando em meio ao conforto todo seu caos ativa meu caos

gosto que vc não seja nem sempre calmaria, nem sempre caos... nem sempre sorriso meigo, nem sempre olhos que seduzem... nem sempre amorzinho, nem sempre um corpo que desejo...

gosto que seja vc, e vc eh boa nisso, só seja...continuarei sendo essencialmente eu e vc, vc... e enquanto nossas existências se satisfazerem por estarem próximas, assim será ... "


Dormiu para não mais ser quem era novamente...
                

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Nem sol, Nem chuva...

Naquela manhã nem o sol, nem a chuva
decidiram valer a pena suas presenças
aquela manhã cinzenta não era sintoma
de um mundo todo cinza, mas tão somente
de uma existência que, em meio a tantas
de tão só sentiu falta, seja do sol, seja da chuva
Mas o noticiário continuava redundante
ululando teorias de conspiração
mas quem, enfim, repara falta de sol e chuva
certamente não se ilude com bons discursos
palavras, apenas palavras
e se fossemos todos apenas palavras
sem corpos, sem sentidos, apenas palavras?
seriamos melhores ou piores?
e se fossemos tudo, menos palavras?
corpos loucos por satisfação
fez se o verbo, antes do corpo, fez se a luz
E se fosse vc apenas essência?
se fosse permitido tirar lhe tudo
roupas, rosto, nome, corpo, coisas
se dependesse sua existência apenas
do que sentem as pessoas por ti
o que seria? melhor ou pior?
e se fosses sol ou chuva
ainda me negaria sua presença nessa manha cinzenta?

O noticiário continua redundante
com seus discursos vazios
querem enganar a quem?
as pessoas continuam redundantes
apenas palavras
para quem?



sexta-feira, 19 de agosto de 2016

folhas secas


Há pouco estava, não mais
Há pouco existia, não mais
as linhas, nas mãos, no corpo, no rosto
contam uma historia, mas chega o ponto final
raízes não sustentam pra sempre
algumas arvores secas, são definitivamente
fria imagem do que foram
uma lembrança no horizonte
do quão efêmero pode ser o corpo
e quão permanente pode ser a existência
E poucos notaram o entardecer
mas o universo deu seus sinais
o vento que antes soprava
agora, com força, carrega as folhas secas
e pela primeira vez, em todo esse tempo
fui grato por vc não estar aqui
por não ter mais um acento na sua dor
por imaginar que num bom cenário
era vc quem viria, com e como o vento
levar as folhas secas....

sábado, 13 de agosto de 2016

daqueles poemas ocultos sobre tudo e nada ser

bastaria que lhe olhassem os olhos
marejados, ha tanto, insones
bastaria a magia do mundinho ideal
dos romances, dos filmes, dos poemas
mais um poema de eu sozinho
mais um poema de livro das mentiras
mais um entre tantos outros
mais um rosto na multidão
invisível, medíocre, patético

Mais uma noite de sábado
é tempo de luzes e musica alta
de sorrisos falsos, beijos falsos
diversão falsa, mas pra que se enganar
ao menos, ainda que falso, ha sorriso
beijo, diversão
mas não... sábado, insonia, poema

solidão é o amargo desejo
de não mais existir
sem ser percebido
se ha algum sentido na existência
é existir pra alguém alem de si
e se não ha sentido, pq existir?

pra escolher com quais olhos se iludir
pra construir novas historias
e perde las, as vezes pra si mesmo
é matar todos os personagens que cria
na ânsia de matar cada pedaço de si
onde ainda ha vida
onde ainda ha desejo de se iludir
que basta os olhos, que olham nos olhos
e força de vontade pra fingir estar bem
pra estar
não está.. talvez nunca tenha estado

Não há...

Não que haja sentido
não que haja motivos
não que haja chances
não que haja, seja o que for

a existência é por si e se encerra em si
ainda que se busque sentido
ainda que se invente motivos
ainda que se espere, seja o que for
não há....

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Sobre sorrisos e o tempo


Há de subverter a ordem do tempo
Não dos fatos, mas tempo, olhar o tempo
Como vulnerável a direção
Há de converter minutos em momentos
Momentos em memorias
Memorias em sorrisos
Converter tempo em sorrisos
Há de se inverter o tempo e
Assim reviver e resignificar
Não importa quanto tempo
Não importa o tamanho da memoria
Converter em sorrisos, não em lagrimas
Sorrisos!
Há de se submeter ao tempo, de fato
Tudo o que a ele pertence
Ou que não nos cabe resolver
Ademais, façamos por nos
“de si pra si”
Há de se precaver do tempo
De se estar o tempo todo
Alheio ao tempo que cura
Ao tempo que se foi
Ao tempo que passa
Ao tempo que lhe tira coisas
Ele não leva nada que não se permita
Ainda que inconscientemente
Ou que seja, de fato, função do tempo levar
Há de se converter o tempo
Em sorrisos, diversos
Com lagrimas
Sem lagrimas
Com vergonhas
Sem vergonha
Com covinhas
Com distancia
Com improbabilidades
Com impossibilidades
Não teus, de alguém que valha o tempo
De se abster do tempo
Pra fazer sorrir, só por sorrir

Há de sorrir e o tempo lhe sorri de volta

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Há caminhos a percorrer
ainda que pareçam esgotadas as opções
ha flores pra se abrir
ha pedras a se tropeçar
ha lagrimas pra chorar
diferentes das que se chora
e sorrisos, dos mais diversos
momentos dos mais intensos
e, sobretudo, ha tempo
ha tempos o tempo se virou
contra aqueles que se voltam
para um passado, mas, é fato
ha caminhos a se percorrer
a questão é como percorrer...

domingo, 31 de julho de 2016

Idílio

Um par de olhos miúdos
Um sorriso de bom tamanho
Um coração desavisado
Açúcar
Covardia a gosto
Agosto
Lagrimas de olhos miúdos
Um sorriso apagado para sempre
Um coração partido

Amor.

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Sorrir

E se o dia, ainda que cinza,
resolve sorrir pra você, com uma flor
sorrirá de volta?
e se sorrir, fará sentido?
e quando o dia, ainda que sol
faz questão de não facilitar o sorriso
nem flores, nem pássaros
você o conquista?
e haverá então sentido?
e quando a tempestade vem
perde o juízo?
mas que louca obsessão
de fazer sentido
de em tudo, haver sentido
é de lagrimas o inverno
e de loucuras
e de sorrisos
ainda que invernais
não ha sentido, nessa insana busca
dos sentidos, por algum sentido


quarta-feira, 20 de julho de 2016

Hoje aqui, talvez nunca mais
lembranças jamais serão mais quentes
que um abraço, sem intenção
memorias não são voce
e eu, hoje aqui, talvez não mais
não mais o mesmo, nunca mais

Amigos

São olhos que confortam
palavras que diminuem
constantemente o peso
de tudo que sozinho
seria difícil carregar
nossas trilhas sonoras
quase sempre se completam
nossas cenas, se entrepõem
nossas ideias, nossas visões
quase que podemos ler pensamentos
temos segredos eternos
temos confissões não feitas
temos vergonha alheia
temos um ao outro

ou não mais..
e faz falta

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Amor Omnia Vincit (poema)


Feitos um para o outro, como papel e caneta...
mas  e se fosse papel e lápis, ou papiro e pena?
E ela acordou naquela manhã revolta,
e pensou no quão anormal e antiromantico é uma tempestade logo cedo,
 sem o brilho do sol pela janela,
sem aquela sensação morna e calma...
As chances de se deprimir quando esta frio, ou chuvoso são enormes,
 mas ainda não são maiores do que se atribuir tal repentina tristeza a um amor,
 correspondido ou não... novo ou velho
 Pra uma garota qualquer,
 de uma cidade qualquer não seria diferente...
por que então eu escreveria sobre ela?

Se levanta, escolhe a roupa que mais gosta,
toma um banho antes do café preto e torradas,
 nunca havia tomado café preto nem de qualquer outra cor...
 assim pensou e sorriu,
 esse mesmo sorriso que encanta o garoto do outro lado da rua quando a vê sair,
 do mesmo brilham os olhos que tanto atraem a outra garota
 sentada no ponto de ônibus  que, por sua vez faz uma feição tao meiga quando se envergonha,
 que faz rir aquele rapaz que passa todos os dias de bicicleta,
 só pra vê-la e ele fala baixinho:
 " quem sabe um dia trago flores e canto um poema qualquer"...
 esse romantismo é tudo que aquela mulher do carrinho de pipocas
esperava de alguém, mas o cara que vende balões gosta do garoto do jornal...
 e o garoto do jornal ontem roubou um beijo da menina da livraria,
 aquela mesma que namora o rapaz do balcão da farmácia,
 mas ele nem sabe disso, e se soubesse talvez olhasse pra nossa garota
 que acordou de manha e botou um sorriso no rosto  só pra fazer ele feliz...

O amor sempre vence, sucessivas vezes, mas não isto garante felicidade ou dor.

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Desexistir


Frígido olhar, não mais está
ali como outrora, corpo repousa
mente não sei, meu coração? Frigido...
a existência não é renunciável
talvez a vida, talvez presença
a existência não é renunciável
e seu eu soubesse lhe teria dito
que os falsos se esqueceriam rápido
os tolos cairiam sobre os joelhos
em prantos, sem resposta
que o mundo virtual é uma doença
ainda pior que a que te fez sucumbir
Egos são cada vez maiores
pululam falas inflamadas
profundamente ideologicas
estupidas
falsas
e quem se importa?
escolhem um lado, e mentem
o quanto podem
e sobre amor, teria dito
que descobri de forma dura
que não vale a pena morrer por ele
acho que meio tarde
mas a boa noticia, é que existe
nos olhos ávidos dos suínos
nos semi dormentes de peixes
aqui abro um parentese
não mais odeio peixes*
nas memorias, ahhh
nas memorias ha amor
no futuro ha amor
mas hoje... alem de egos
mascaras, incoerências
raivas, ressentimentos
mal entendidos
e sabe se la o que mais
não ha amor
ha teus olhos, estáticos na fotografia
frigidos...
a existência não é renunciável
quem dera fosse
desexistiriamos


ps. Talvez tenham percebido o estranho hábito de não acentuar ou pontuar os poemas (exceto quando o corretor o faz), e tem um motivo interessante, que os poucos que já questionaram souberam... São gritos em forma de poema, não há regras, não há tempo, não há chances... assim que saem de mim são depositados prontamente aqui no blog. Caso queiram as versões acentuadas e devidamente pontuadas, aguardem o lançamento do livro ^^

terça-feira, 5 de julho de 2016

é de amor...

É de amor que eles falam
quando o vinho acaba
quando a mente voa
voa e mente
escolhe o amor que lhe é prudente
entende tudo de amor o coração
que sofre puro egoismo
de não deixar partir o que já foi
que insiste no livro aberto
entende tudo de sarcasmo
o hipócrita poeta que, não diferente
mantem inúmeros livros
abertos na ultima pagina...
Falam de amor
mas amam?

quinta-feira, 30 de junho de 2016

O fim - que precede o silencio

… E enfim, o fim e sua estranha mania
de chegar e trazer companhia
solidão, incerteza, ironia…
pois a única certeza, é que não mais será

seja lá o que for, ou que na verdade tenha sido
seja la o que sintam ou tenham sentido
não faz mais sentido

foram tantas vezes, que encarei o fim
que nem me lembro da primeira vez
são tantas intromissões que quase
que familiarizei, sabe?

não escolhi começar, nem terminar
são coisas que vão alem do desejo
é natural, saudável e reconheço
que o fim não é nada alem de recomeço.

e no começo vem a calma
a noite, o dia, o vazio
a brisa, o brilho, o riso
no teu olhar… o grito…

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Caos

O caos é silencioso
e o silencio é pesar
é coragem surrada
é potencia perdida
é paciência mecanizada
é escolha não feita
poema não escrito
desejo castrado
culpa, enorme
daquelas que se estendem
a todas as coisas
que impedem todo novo inicio
e impregnam as vontades
mas não culpa dela que
de fato, silenciou se
ou do mundo que deu de ombros
mas minha
minha falta de coragem
minha falta de vontade
meu pesar e silencio
meu caos.

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Feliz Aniversário!

Tão grande quanto a luz da inspiração
e talvez que o produto desta
tão enorme quanto o coração
daquela que o possui
tão gigante quanto a consideração
que tenho por ti, amiga
é sua protuberante e respeitável
caixa craniana exorbitante
Oh! CABEÇÃO!!!

Parabéns cabeça de nós todos! Com todos aqueles desejos clichês de aniversário!
ahhh, desejo tb que arrume filhos logo, mezzo luis/mezzo ana... serão belos cabeçudinhos!

domingo, 19 de junho de 2016

Patiar, ergo sum


As mesmas perguntas
as mesmas variáveis
a mesma história
a mesma resposta
o mesmo grito
a mesma lágrima
a mesma dor de não ter
de não ser
de não poder ser
nem melhor nem pior
de não ser eu a melhor resposta
a pergunta
as mesmas mentiras
a mesma frieza
a mesma covardia
o mesmo frio e vazio
a mesma loucura
as mesmas musicas
as mesmas frases
ainda que nenhuma célula
do meu corpo seja hoje a mesma
que ha tempos atras
a existência é a mesma
o sofrimento também.



quarta-feira, 15 de junho de 2016

conversa de comadre.



- Por que escondes tua beleza irmã lua,

logo no dia em que acordaria mais bela?


- É que a humanidade ha muito perdeu

aquilo que fazia de mim bela, irmã terra.

A fé!!!

segunda-feira, 13 de junho de 2016

semente



As vezes por melhor que sejam as sementes que plantamos,

por mais que ainda cuidemos da terra

do broto... lançamos água e esperanças

e confiamos na potencia de ser arvore,

não há frutos,

não há sombra,

não há nada

e imaginamos ser perdido o tempo

depositado no projeto de arvore

mas enquanto sonho

enquanto potencia de ser arvore

enquanto devir

lhe coube, lhe satisfez

sendo então tempo perdido apenas

o tempo da frustração

da insatisfação com resultado

este lhe rouba a memoria da semente plantada

a memoria do momento em que se fecha os olhos

e s´de se pensar já se sente...

que sirva a sombra a outro hoje

que o ruto alimente outro hoje

que a frustração não roube o sonho

de plantar novas sementes.

domingo, 12 de junho de 2016

A procura...

Como o ébrio em noite escura
atormentado pela abstinência
procura a garrafa e não a encontra
se desespera, e chora sozinho,
procura amor o poeta, não encontra

e assim como do frio se esconde o cão vadio
e sem lugar segue o caminho, tentando entrar
e lugares que não cabe ou não é bem vindo
procura o amor o poeta, e não cabe, ou não é bem vindo

Os que têm sede, a água
os que têm fome, pão
os saciados talvez pensem
ser exagero essa ânsia
não saciado está, o poeta

e quando triste o poema surge
e sangra fácil como lagrima
não traz alivio nem solução
mas soluço, o grito engasgado
de quem preferia ser o ébrio,
já que a garrafa que ali não está
ao menos esteve, e qualquer outra no mundo
pode a substituir
de quem preferia ser o cão vadio
que ainda que a noite toda passe frio
ha esperança de uma manhã de sol
e de um carinho de estranho
de quem preferia sede ou fome
qualquer coisa possível de saciar
mas esta ânsia, esta vontade
da presença do amor, de alguém
que não pode amar
irremediável está
mas o poeta... tolo
ainda procura...

(feliz dia dos namorados)

Ps, releitura de uma carta  não entregue, de dia dos namorados (não pergunte o ano) uhauhauhauhauhauhauha

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Paradoxos

Qual o sentido, quando se busca algo
sem ter ao certo pra si a existência?
e qual o sentido de sentir ao certo
o que talvez se busca?
a essência do paradoxo
talvez existir é também talvez
não existir, e a possibilidade
da existência é um ponto cego
meia mentira é assim meia verdade
felicidade e tristeza
amor e ódio
doce e amargo
todos lados de uma mesma moeda

As coisas jamais voltariam
a ser novamente como antes
as coisas nunca voltaram a ser
como antes, mas em essencia
a potencia de ser, leva a crer que é
e esconde a igual potencia
do não ser.

quarta-feira, 1 de junho de 2016

insuficiente

Mediano, mediocre
nem melhor, nem pior
insuficiente
insuficientemente rico
insuficientemente branco
insuficientemente talentoso
insuficientemente carinhoso
insuficientemente grosso
insuficientemente perfeito
ou imperfeito
insuficientemente inteligente
insignificantemente homem
insuficientemente eu
eu fui
eu sou
e talvez os outros sejam então
insuficientemente outros
pra aceitarem serem outros
numa vida tão mediocre.

sábado, 28 de maio de 2016

a cura

Sim o vento soprou, frio e seco
implacável, sobrevoou a nevoa
densa que te envolve
mas desta vez não a tirou de ti

nem o calor das palavras
nem a leveza do olhar
nem vibrações de pensamento
nem o miar irritante do cio dos gatos
nem a terapia gratuita
nem as piadas infames

deixar o monstro interno sair
e passear, nem sempre
é apenas para arejar o peito
as vezes só um monstro interno
pode devorar um externo

é o principio da superação
todos focam no momento
em que apos o trágico ocorrer
ao escolher seguir em frente
o individuo vence, e com os braços
erguidos acima da cabeça, brada
aos quatro ventos, venci

mas não brada, chorei todas as noites
gritei silenciosamente de raiva cada queda
duvidei de mim mesmo 
errei
falhei
senti
e só depois venci

e obviamente, romantizaremos
como se quem vencesse não sofresse
como se, magicamente, a vitoria apagasse todas as derrotas
eis o erro, se esquecer
que antes da superação, vem a tragedia
e tragedias doem
e quanto a isso, nem ventos, nem sois, nem palavras ou olhares
talvez o tempo, ou o monstro, mas alem, nada
nada pode acelerar a cura.

quinta-feira, 26 de maio de 2016

sete meses

Uma das vantagens de não se abrir mão de nada
é numa tarde qualquer, reler um blog antigo
e reviver toda uma vida
é reorganizar as antigas cartas, e perceber
que houve muito, muito amor numa vida só
reler poesias, rever desenhos, reencontrar pessoas
eu sempre quis uma maquina do tempo
talvez por isso formar se em historia
talvez por isso guardar ao menos uma coisinha de cada momento
talvez por isso construir histórias intensas
talvez por isso acabar sozinho
em meio aos devaneios
cartas
desenhos
poemas
as vezes o presente até dá um presente ou outro
e eu guardo
escrevo tantas cartas
nunca as entrego
sinto pena do eu que vai se lembrar um dia de hoje
de tantos fins e nenhum começo
de tantos vazios, tantas faltas
talvez sozinho, talvez não
talvez desista de viajar no tempo
talvez desista de viajar
e do tempo
tempo frio me acalma
tempo cinza me entristece
mas já ha tanto pra entristecer
deixa o tempo pra depois
agora, sozinho, cartas, desenhos, poemas, lagrimas, musicas, eu.

terça-feira, 24 de maio de 2016

Café



Este grão que lançado a terra fez crescer uma nação,

Ainda que do suor e do sangue dos meus

Gota a gota a enriquecer os teus

desta bebida que precede

a poesia de um dia doce,

de um dia amargo,

que aquece o peito

sem curar o frio,

que rega as vísceras insones

de poetas e mentes inquietas,

e guarda em si a essência

do doce e amargo num mesmo paladar...


E em minha vida. sua presença

seja na simplicidade de quem

ao beber se lembra

dos momentos breves

do meu gosto assiduo

ou na solidão, amiga amarga

com quem divido as magoas

as letras e o café


não por menos, no vai e vem

de amores, e sabores

permanece sendo meu primeiro beijo

a cada manha cinzenta



ps: Café, eu te amo! uhauhauhauhauhauha

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Revisão de metas, 2016 (que absurdooooo)

Hora de revisar as metas pra ver se esta tudo indo bem...

Não repetir os erros deste ano (em andamento)
Escrever mais. (em andamento)
Publicar o livro (não ainda)
Deixar os maus hábitos (alguns deles) (ainda não)
Por em pratica os planos capitalistas recentes (vou ficar rico) kkkk (ainda não)
Não repetir os erros deste ano (em andamento)
Ser mais paciente e presente pra lele carente (vixe)
Lembrar de chamar a U de capeta (mas.. mas..)
Não deixar a molinha esquecer que ela é resiliente (ain carai)
Lembrar que amigos juntos enriquecem e emagrecem juntos!!! (kkkkkkk gente, isso não ta dando certo)
Esquecer a ideia de que vou ter um relacionamento/família/filhos como queria (tudo bem, podemos repensar isso?)
Aprender a viver bem com essa ideia (num quero)
Não parar de estudar (ufa, essa to cumprindo)
Entrar no IEV ( kkkkk, ops)
Produzir pelo menos um artigo. (em andamento)
Como lembrado agora no whats... ter PACIÊNCIA com a U (to tendo)
Não repetir os erros deste ano... (tipo não cumprir as metas?)
Amar e cuidar daqueles que tornam minha vida tão mais interessante... (tentando)
cumprir as 5 tattoos que ainda faltam!!! (feito!)
Acho que falta coisa, mas incluo depois...
queria reforçar algo importante... 2015 foi pesado, e cheio de perdas que nunca vou superar, e nem pretendo (ainda não mesmo)... Aprendi com algumas os erros que não devo cometer, a dedicação que preciso ter com as pessoas e com os sonhos que tenho, com outras aprendi que sou o cara mais sortudo do mundo pela família e amigos que tenho, pela amiga que resolveu que não queria mais estar neste mundo mas sem duvidas vai estar em mim e nos outros por muito tempo ate nos reencontrar (talvez)....
tem mais duas metas (opa essa eu to cumprindo certinho, eu acho kkkkk), das quais uma tenho que cumprir se outra não der certo... mas nem vou falar e talvez nem lembre depois... mas enfim, feliz 2016 pra quem inda le esse espacinho!!!

Ps. Gente, sou péssimo com metas, eu engordei e não to rico, minhas amigas andam afastadinhas e eu imerso nos compromissos, preciso urgentemente repensar essa lista...

segunda-feira, 16 de maio de 2016

eu

Sou poeta, mas não leio poesias o tempo todo
na verdade raramente
não, não sou "meio psicologo", em tese sou 10%*
Não, não sou o cara que sabe tudo
mas me importo em resolver o que incomoda
seja quem for...
sim, eu olho o tempo todo para o celular
esperando mensagens, geralmente das mesmas pessoas
não, eu não perdi o senso de humor com o tempo
talvez adquiri senso de ridículo, mas só
sim, eu sei cantar, e tocar de cor as musicas que me tocam
mas tenho uma sensibilidade tão incomoda
que em geral, a coisa mais fácil do mundo é me ver chorar
e sim, eu minto, invento historias mirabolantes e complexas
pra não fazer algo ou pra justificar pq não faço
simplesmente por tentar a todo custo, parecer
ao menos mais forte e decidido, ou menos sensível
Tenho enormes problemas em confiar nas pessoas e coisas
mas nem sempre, algumas tem voto eterno de confiança
outras abusam um tanto, e apesar de paciente, não sou idiota
não, não estou me debulhando em lagrimas cada vez que escrevo algo
triste, isso se chama catarse...
mas choro... e sobre isso nem escrevo
escrever sobre si é como um jogo
daqueles de verdade ou desafio
meu livro está aberto, mas rasurei o nome "dela"


Ps. * fiz um semestre dos 10 necessários pra se formar em psicologia, ^^

Eu sei


Sim, eu sei, e compreendo
há de se colher o que se planta
e dessa terra não se leva nada
então nada planto
nada colho
mas sei, se trata de escolhas
e não escolher já é escolha
e se trata também de confiar na semente
e se mente, se sabe, porem tarde
e confiar nem é meu atributo
do qual mais me orgulho
pois minto
deixo de ser pra que não dar razão
deixo de escrever pra não dar vazão
e quando escrevo, nem sempre deixo ler
e deixo sim de cantar, pq não
e deixo de dançar
e de tudo mais abro mão
só pra não admitir que plantei
e confiei nas sementes
e fui paciente
e quando colhi, não sei pq
desfez no tempo, no vento
deixou de ser
todas as vezes
então, sim, eu sei
não se trata de ter, ser, querer
ou do verbo que seja
não sei do que se trata
sei apenas que isso é tudo que sei...

sábado, 14 de maio de 2016

o mar


sob a neblina, o cais
o porto, seguro de si
ao longe, e eu
não mais
quem sabe
nem fui
alem
de um barco
ao longe
perdido
no mar
Ela chegaria, casmurrante e infeliz
eu sabia, mas não a esperava tão cedo
Felicidade são asas de ilusão
que nos faz alçar voos sempre mais alto
e quanto mais alto, maior a dor
ao perceber não poder voar
o choque é certo, e o tempo que o precede
os dias em queda livre
numa especie de vazio
silencio
solidão
vácuo
onde cada hora dura uma eternidade
são o próprio inferno,
ou a matéria do que o mesmo deve ser feito

as vezes é preciso se afogar no nada
no nada que se percebe ser
no nada que se percebe representar
na ausencia que se representa
no lugar que antes era meu



quinta-feira, 12 de maio de 2016

Nota do autor

Sim, estou desrascunhando os poemas que estavam represados aqui, msm que não pareçam ter muito sentido!
Nem tudo é fogo e gelo, e se fosse, não seríamos
e quando fogo, incendiamo-nos
e quando gelo, derretemo-nos
em geral somos agua
agua que por vezes cede, mas que nada pode impedir
de continuar seu curso como planejado
por vezes mata a sede, mas se escassa
abundancia gera desperdicio

se bem que, sobre agua, há uma dependencia
não é o caso aqui, talvez pareça
mas que um de nos desapareça
o outro não deixa de existir pro mundo
talvez pra si, talvez apenas perca o sentido
mas cada qual é um fenomeno unico
juntos, um fenomeno que jamais será compreendido

como gemeos que completam as frases do outro
uma sincronia contínua
de mentes, de humores, de sentimentos
são tantas vozes em mim agora


Pra não dizer que não falei das folhas

Segundo a teoria ...
quando no outono, em pleno desfolhe
das arvores, uma conjunção de fatores
pode desencadear uma serie de fatos
inexplicavelmente impares
e levar a uma profunda mudança
conjunção esta rara
que envolve coelhos do mato
comunicações humanas com pássaros
o encasmurramento e consumo de especiarias de forma inadequada

Vale ressaltar que cada folha que cai
ainda que seca e sem vida
causa náusea e tristeza a arvore
mas não há sentido
em agarrar pra si, algo que
outrora deu e foi vida
não mais...

Eis que, o farfalhar das asas
da borboleta conduz a
uma serie cataclísmica
presidentes desempossados
pequenos milagres
grandes desastres
até que se retome o equilíbrio

Não se trata de marés talvez
apenas bons ventos
que levam as folhas embora
com mais força que as arvores desejam...

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Wishlist (poema esquisito)


- uma maquina do tempo, que não nos apague a memoria.
-um desbeijador de bocas eficiente em pleno funcionamento (com carregador)
- um revivedor de momentos
-um desfazedor de intrigas
- um desfazedor de casmurrice
- um desfazedor universal
- um gravadorzinho de sorrisos
- um pulador de momentos críticos (com créditos)
- uma mochila preta de lona ou pano sem muita frescura ou bolsinhos extras
- lasanha pra viagem
- tres ovos cozidos com a gema meio mole (eca!)
- um realizador de desejos

ps. esta lista não inclui vc. mas pode incluir nela tudo mais que precisar. A mochila e tudo dentro é tua, e meu desejo unico, te encontrar, seja onde, quando ou como for, como vc desejar... boa viagem!

domingo, 24 de abril de 2016

Tempo


A cada grito do corvo, passado se produz
Os sorrisos, os rostos, esmaecendo
memoria e esquecimento digladiam se
e definem o que um dia foi real

o tempo, horas melhor amigo
trouxe a seu "tempo"
tudo aquilo que convêm
ainda que nem sempre no tempo em que convêm
trouxe amores, trouxe rimas, dores
ironia, trouxe muita ironia travestida de maturidade
trouxe a tendencia a aceitar que não há nada
senão o tempo pra curar

O tempo, horas meu pior inimigo
levou de mim tanto... tanto
que nem sei o que resta
uma réstia de luz tremula
fria... vazia
e o desejo, existe, persiste
mas não há nada
nada pra mim

mas desejo pra ela
o tempo
o tempo que cura
o tempo que me apaga
o tempo que não deixe de mim nem a ultima chama
todo o tempo do mundo
pra que o novo tempo
de ter tudo o que deseja
e paciência pra esperar seu tempo
não permita repetir, seja erro ou acerto
de deixar livre alguém pra quem já não há mais
tempo.


terça-feira, 5 de abril de 2016

Game Over

Naquele momento se deu conta
que a vida é um jogo, tem regras
quem nem sempre são seguidas
e não as seguir é tambem regra
e fazer acreditar em regras
nada mais é que a melhor estratégia
querem que acredite que a morte
tem que ser aceita, a gente se acostuma
querem que acredite que amor
é algo recompensador, reconfortante
e que se tem dificuldades é por valer a pena
e que o trabalho dignifica o homem
e que na discordância há um ponto
de concordância, de meio termo
e que o morno é ideal
e que uma postura positiva
torna tudo positivo
e que os dias são dádivas

É uma pena constatar que sou um péssimo jogador
não aceito a morte, não aceito ser deixado pra trás
não aceito que o mundo simplesmente continue
eu não continuo, não desisto das coisas
não há amor que me reconforte
há dificuldades, sempre, pena perpétua
sem recompensas no final das contas
o trabalho dignifica os bolsos
mas não nasci calças, nasci homem, desnudo
e o único ponto em que concordaremos
é que discordamos veementemente
entre fogo e gelo não há morno
o morno esconde o grito, é mascara
e mascaras não são dádivas
os dias de mascara não são dádivas
e já são demasiados...

há quem diga que pessoas assim são perdedores
fracassados natos...
tem jogos que não faço questão de ganhar
mas na covardia de me render
continuo cumprindo tabela...
que seja...

sexta-feira, 25 de março de 2016

Sexta Santa

Momento politico conturbado
Um sistema opressor
Um povo fragilizado
Um novo líder
Rei dos pobres
Das putas
Dos doentes
Subvertendo o sistema
Questionando os poderes
Não levantava a negra bandeira
Nem vestia vermelho
Mas foi perseguido
Julgado
Humilhado
Surrado
Morto
Convertido
Embalado
Vendido
Transformado em elemento
De coação
De opressão
E tanto tempo depois
Amar a si, o outro e algo maior
Transformou-se em algo tão...
Sem sentido, tão paradoxo...

Em poucos séculos...