quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Setembro


O Negro véu oculta o riso
Não o impede, mascara
Veste de amarelo a rosa
Que nasceu pra ser vermelha

Intriga desde a Grécia que
A rosa, fez se branca até que o mal
Violentamente atinge Adônis
E torna a rosa vermelha

Tragédia rima em essência
Com a flecha que não sangra
O coração mas o enlaça
Triste fim, triste enfim

A finitude, a morte desmascara a eternidade
Que prontifica a engolir o tempo
E todo sentido de existir sem esta
Rosa atemporal de setembro.

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