sexta-feira, 30 de outubro de 2015
Coincidências Pt. I
Há muito tempo atrás eu escrevia textos ao invés de poemas, e em meio a um ano impar, não muito triste mas bem intenso, sob circunstancias que não vem ao caso no momento, criei Letícia, um dos personagens mais significativos pra mim. Depois de um tempo troquei o nome de letícia e ela virou um menino, e logo depois se dividiu em duas personagens, Oizus e Ester.
Já havia me esquecido deste texto, mas entre as incríveis coincidências que andam acontecendo, mais uma... encontrei o texto no meio das coisas que trouxe na mudança de casa.
Os nomes são literários, escolhidos pelo significado. Letícia vem do verbo latino Letificare (fazer feliz, aquela que faz feliz), Pedro, também do latim significa aquele que é, e Pierre é meu alterego literário, a forma como me coloco nos textos.
"De fato foi o que jamais pensei, e dentro de todas as possibilidades, dentre todas as analisadas variantes, foi letícia que lhe dera motivos para não pensar mais em motivos, quem lhe deu a segurança de se sentir inseguro, e lhe foi razão para não perder a razão.
Mas da vida o que resta é fatalidade, e se pedro não era pedra, se tornou frio e duro como tal. E de tantas impossibilidades, a realidade mais provavel foi a que se abateu sobre eles. Não apenas o fim, mas a morte, enfim a mais poética morte se antecipou ao verbo e sem saber ser amada, Letícia se foi...
E antes que as cortinas se fechassem, foi Pierre quem disse:
-Ela não morreu, pois o verbo morrer encerra algo ainda mais digno de se lembrar... ELA VIVEU"
quarta-feira, 28 de outubro de 2015
Uma manhã após o fim...
O sopro do vento ainda bagunça os cabelos
espalha o aroma dos cafés, esfria a manhã cinza
A moça se olha no espelho, prepara para mais um dia
seca os olhos e respira fundo
o moço acorda atrasado
não por não ter acordado, mas algo estranho
que desperta pela manha em seu peito
dizendo que não vale mais a pena
se levanta casmurro, se encara no espelho
seca os olhos e respira fundo
em algum lugar não muito longe
aos poucos ela recolhia os cacos
um dia ruim, desanimo
assim como de outra moça
já tão cansada...
talvez sorvete fosse a solução.
Passou incrivelmente despercebido ao mundo
o fenômeno raro do findar se
de algo tão imenso, tão único
de tão incrível trouxe em si
um misto de amor e morte
de felicidade e tristeza
de substancias tão raras
de lagrimas, sorrisos, palavras
sarcasmos, raivas, tudo tão puro
tão verdadeiro
e dizem que foi a loucura quem a levou
loucura é o mundo que não percebeu
que não parou no dia seguinte
e que continua esperando que
mesmo tendo vivido esse fenômeno
eu, tu e elas, possamos normalmente
seguir em frente.
espalha o aroma dos cafés, esfria a manhã cinza
A moça se olha no espelho, prepara para mais um dia
seca os olhos e respira fundo
o moço acorda atrasado
não por não ter acordado, mas algo estranho
que desperta pela manha em seu peito
dizendo que não vale mais a pena
se levanta casmurro, se encara no espelho
seca os olhos e respira fundo
em algum lugar não muito longe
aos poucos ela recolhia os cacos
um dia ruim, desanimo
assim como de outra moça
já tão cansada...
talvez sorvete fosse a solução.
Passou incrivelmente despercebido ao mundo
o fenômeno raro do findar se
de algo tão imenso, tão único
de tão incrível trouxe em si
um misto de amor e morte
de felicidade e tristeza
de substancias tão raras
de lagrimas, sorrisos, palavras
sarcasmos, raivas, tudo tão puro
tão verdadeiro
e dizem que foi a loucura quem a levou
loucura é o mundo que não percebeu
que não parou no dia seguinte
e que continua esperando que
mesmo tendo vivido esse fenômeno
eu, tu e elas, possamos normalmente
seguir em frente.
segunda-feira, 26 de outubro de 2015
R.I.P
Eu queria poder escrever num poema
tudo que vivemos, tudo que falamos
Os planos insanos, os dias ruins
que não foram poucos
mas ao mesmo tempo queria
que teu sorriso debochado
seus olhos de Gabriela
e tuas gírias de gente velha
estivessem aqui tambem
e teu abraço quente
e tua fala desesperada
de quem quer me convencer
e tua presença, que reluto em acreditar
que não vou ter novamente
mas.. não posso
e eu me lembro exatamente
das ultimas falas de carinho que tivemos
alias, quase todas eram
e do ultimo dos segredos
bombástico
e a foto da fadinha que te dei ha 10 anos
das mensagens de voz me chamando de "cabrí"
A gente teve uma vida toda em pouco tempo
mas não importa agora o que eu quero
aprendi contigo a não julgar
não me sobrepor a vontade de ninguem
e que cumplicidade tem um significado real
e que a melhor experiencia do mundo
as vezes não é a do grande amor
mas daquela amizade incrível
Te confidenciei ha pouco
que não conseguiria ser feliz sem voce
eu não menti, nunca mais serei
mas como me ensinou a lidar bem
com esse sofrimento chato e cotidiano
Vou continuar aqui, ok?
agora somos 4 de 5
vc nos uniu, não nos separaremos
e todas as outras promessas que fiz
vou cumprir assim que der
e um poema assim tão grande
é pq não quero terminar
não quero que nada disso acabe
não quero perceber que vc se foi mesmo
isso não pe um poema, mas um grito
um grito que não é o ultimo
que apesar de preceder o silencio do choro
não vem antes, e sim depois do fim
mas que não seja o fim então
vejo vc nas pessoas, nas cartas
nas roupas tuas que ficaram comigo
nas fotos, mensagens e audios
nas lagrimas, nos dias cinzas
nas sacanagens e duplos sentidos
nos livros, nas coisas
vc esta em mim, vc esta viva em tudo ainda
e o pedacinho de vc em mim vai viver pra sempre
Vai em paz, descanse em paz, e nos encontraremos...
está tudo bem agora...
tudo que vivemos, tudo que falamos
Os planos insanos, os dias ruins
que não foram poucos
mas ao mesmo tempo queria
que teu sorriso debochado
seus olhos de Gabriela
e tuas gírias de gente velha
estivessem aqui tambem
e teu abraço quente
e tua fala desesperada
de quem quer me convencer
e tua presença, que reluto em acreditar
que não vou ter novamente
mas.. não posso
e eu me lembro exatamente
das ultimas falas de carinho que tivemos
alias, quase todas eram
e do ultimo dos segredos
bombástico
e a foto da fadinha que te dei ha 10 anos
das mensagens de voz me chamando de "cabrí"
A gente teve uma vida toda em pouco tempo
mas não importa agora o que eu quero
aprendi contigo a não julgar
não me sobrepor a vontade de ninguem
e que cumplicidade tem um significado real
e que a melhor experiencia do mundo
as vezes não é a do grande amor
mas daquela amizade incrível
Te confidenciei ha pouco
que não conseguiria ser feliz sem voce
eu não menti, nunca mais serei
mas como me ensinou a lidar bem
com esse sofrimento chato e cotidiano
Vou continuar aqui, ok?
agora somos 4 de 5
vc nos uniu, não nos separaremos
e todas as outras promessas que fiz
vou cumprir assim que der
e um poema assim tão grande
é pq não quero terminar
não quero que nada disso acabe
não quero perceber que vc se foi mesmo
isso não pe um poema, mas um grito
um grito que não é o ultimo
que apesar de preceder o silencio do choro
não vem antes, e sim depois do fim
mas que não seja o fim então
vejo vc nas pessoas, nas cartas
nas roupas tuas que ficaram comigo
nas fotos, mensagens e audios
nas lagrimas, nos dias cinzas
nas sacanagens e duplos sentidos
nos livros, nas coisas
vc esta em mim, vc esta viva em tudo ainda
e o pedacinho de vc em mim vai viver pra sempre
Vai em paz, descanse em paz, e nos encontraremos...
está tudo bem agora...
terça-feira, 20 de outubro de 2015
Que seria? (especial dia do poeta)
O que seria do mundo sem a poesia das flores
dos pássaros tilintando, do vento e a caricia
do cinza e do sol, da chuva e do cheio de terra molhada
o que seria do mundo sem poesia?
O que seria do mundo sem os olhos que se olham
bocas que se beijam, amores que se amam
e depois se odeiam...sem amor, o que seria?
e da poesia sem o poeta?
se não há som sem ouvidos que ouvem
nem luz aos olhos cegos
de que adianta a poesia, sem o poeta?
mas entenda, como poeta, sem modestia
o que seria de mim sem as bocas que beijei
sem os olhos que olhei
sem as mentiras que acreditei?
que seria de mim sem a pele macia
sem teu calor na noite fria
o que seria?
Seria nada, como sou, seria nada...
Canto às musas pelo meu dia
às musas da saúde e da doença
às musas da riqueza e da pobreza
às musas ... pois desse mundo não quero nada
nem louros, nem nada...
Aos leitores do blog, feliz dia do poeta, e obrigado pela presença... Vou reativar comentários anônimos pra dar menos trabalho, fiquem à vontade...
dos pássaros tilintando, do vento e a caricia
do cinza e do sol, da chuva e do cheio de terra molhada
o que seria do mundo sem poesia?
O que seria do mundo sem os olhos que se olham
bocas que se beijam, amores que se amam
e depois se odeiam...sem amor, o que seria?
e da poesia sem o poeta?
se não há som sem ouvidos que ouvem
nem luz aos olhos cegos
de que adianta a poesia, sem o poeta?
mas entenda, como poeta, sem modestia
o que seria de mim sem as bocas que beijei
sem os olhos que olhei
sem as mentiras que acreditei?
que seria de mim sem a pele macia
sem teu calor na noite fria
o que seria?
Seria nada, como sou, seria nada...
Canto às musas pelo meu dia
às musas da saúde e da doença
às musas da riqueza e da pobreza
às musas ... pois desse mundo não quero nada
nem louros, nem nada...
Aos leitores do blog, feliz dia do poeta, e obrigado pela presença... Vou reativar comentários anônimos pra dar menos trabalho, fiquem à vontade...
segunda-feira, 19 de outubro de 2015
Vale a pena
Me conforta a questão da multiplicidade
de faces da verdade, e na verdade
por vezes deixo me levar na dança
das falas tortas, dos egos gritantes
sendo tantas as as possibilidades
garanto que ficar com vossas verdades
deve ser a melhor opção, senão o que?
mas fico com a minha
Eu amei e amo incondicionalmente
todos que já amei permanecem
mas poucos são os que quero ao meu lado
errei com todos que amo, e os que não amo tb
a reciprocidade do amor me garantiu os amigos
e amores que desejo carregar comigo
e os que não sobreviveram aos erros
que a dança leve, pra onde possam sorrir
pois ainda que a verdade tenha diversas faces
quanto mais próximos estamos do outro
mais próximo é o angulo que percebemos
grandes divergências só vêm com a distancia
que não surge da noite para o dia
nem do dia para a noite
nem no tropeço
A vantagem da minha verdade
É que me permito chorar quando triste
e sorrir por perceber que todo caos
vale a pena... tudo que antecede a queda
vale a pena... todos os poemas de olhares
e sorrisos, e lagrimas, e lutas, e cuidados
vale a pena... todo o ódio, e ressentimento
vale a pena... simplesmente por ser a minha verdade
e seu eu sorrir a qlqr tempo
garanto, será sem ódio, rancor ou magoa
sem nenhuma intenção de ironia ou falsidade
nem pra parecer melhor... não combina comigo
mas pq conheço minha verdade... e ela não depende do que sinto
e isso vale MUITO a pena...
de faces da verdade, e na verdade
por vezes deixo me levar na dança
das falas tortas, dos egos gritantes
sendo tantas as as possibilidades
garanto que ficar com vossas verdades
deve ser a melhor opção, senão o que?
mas fico com a minha
Eu amei e amo incondicionalmente
todos que já amei permanecem
mas poucos são os que quero ao meu lado
errei com todos que amo, e os que não amo tb
a reciprocidade do amor me garantiu os amigos
e amores que desejo carregar comigo
e os que não sobreviveram aos erros
que a dança leve, pra onde possam sorrir
pois ainda que a verdade tenha diversas faces
quanto mais próximos estamos do outro
mais próximo é o angulo que percebemos
grandes divergências só vêm com a distancia
que não surge da noite para o dia
nem do dia para a noite
nem no tropeço
A vantagem da minha verdade
É que me permito chorar quando triste
e sorrir por perceber que todo caos
vale a pena... tudo que antecede a queda
vale a pena... todos os poemas de olhares
e sorrisos, e lagrimas, e lutas, e cuidados
vale a pena... todo o ódio, e ressentimento
vale a pena... simplesmente por ser a minha verdade
e seu eu sorrir a qlqr tempo
garanto, será sem ódio, rancor ou magoa
sem nenhuma intenção de ironia ou falsidade
nem pra parecer melhor... não combina comigo
mas pq conheço minha verdade... e ela não depende do que sinto
e isso vale MUITO a pena...
sexta-feira, 16 de outubro de 2015
fragmento sei lá que numero
Abro
meus olhos, me fecho em meu mundo
Me
protejo antes mesmo de acordar
Vivi o
melhor de dois mundos
Fiquei
com pior de cada um deles
Fiquei
comigo mesmo
Sou a exceção à regra
A moda
da casa...
ps... fragmento do livro "o ultimo"
quinta-feira, 15 de outubro de 2015
Dia dos professores (em tempo)
A relação mais gratificante
de todas que tive em em minha existência
não foram beijos
não foram amores
mas o abrir de horizontes
permitir inferências
a quebra de paradigmas
os olhares raros de interesse
a relação de ensinar e aprender diariamente...
ps: Aos meus professores, amigos professores, familiares professores, alunos professores... devo o que sou a cada um que mesmo sem querer me ensina algo... Uma das poucas coisas que amo no mundo, minha profissão, meu sacerdócio!!!
quarta-feira, 14 de outubro de 2015
Panis et Ciercenses
"… iam pridem, ex quo suffragia nulli uendimus, effudit curas; nam qui dabat olim imperium, fasces, legiones, omnia, nunc se continet atque duas tantum res anxius optat, panem et circenses." (Juvenal - Sátira X, 77–81)*Falta o trigo, faltam os ovos
falta o fermento, falta a critica
falta a vergonha na cara
falta o pudor
não faltam erros e julgamentos
os mesmos que defendem
os erros imperdoáveis de uns
condenam os que amam
condenam por orgulho
falta amor, e como falta
faltam os olhos nos olhos
falta o dialogo
falta a tolerância
falta o pão
mas não se importe
falar do pão que falta
tendo a mesa farta
e a barriga alimentada
talvez seja mera hipocrisia
conteúdo de blog de poesia
afinal bandido bom é bandido morto
afinal "ela mereceu, era uma puta"
afinal "menos vitimismo gente"
afinal o mundo é dos fortes
dos bem alimentados
aos que não falta o pão
e o toddynho matinal
O show deve continuar
afinal, nem só de pão vive o homem, mas de circo tambem
em tempos de crise, o circo não falta....
*Já há muito tempo, desde quando não vendíamos nossos votos para ninguém, o povo abdicou de seus deveres, o povo que outrora detinha comando militar, altos cargos civis, legiões – tudo, enfim – hoje se restringe, e aguarda ansiosamente, a apenas duas coisas: pão e circo
terça-feira, 13 de outubro de 2015
Momento
Já não sei dizer quantas vezes é necessário
morrer e renascer, cair e perceber
que nem sempre as mãos se estendem
e nem é por maldade,
mas pq ainda que seja difícil, se levantar...
esse é o TEU momento,
o momento de superar teu gênio maldoso
te dizendo "vc não consegue, essa vai ser muito difícil"
acaba que no fim não é tao difícil assim
e se for, todo tempo empreendido
toda força utilizada
serão providenciais, na próxima queda
e elas virão
mais tempo, menos tempo
cairemos e levantaremos para cair novamente
até enfim aprender
a caminhar com as próprias pernas...
segunda-feira, 12 de outubro de 2015
sem nome!
Tal como rio nunca para de correr
tal como o mundo não para pra os que tropeçam
tal como o tempo não volta
e não corrigimos os erros em tempo
jamais paramos pra refletir
que o maior dos erros é nosso
nossa hipocrisia, nossa injustiça
não com o outro, isso passa
mas mentir pra si mesmo
ainda que seja pra doer menos
é a pior das mentiras...
Mas não tenho dúvidas
falho como sou, já errei com vc
e se errei, espero ter me desculpado
e se não o fiz, talvez seja mais um erro
pra coleção... mas não se engane
o erro é apenas uma ferramenta
daquelas que usamos pra culpar os outros
dos nossos fracassos
das nossas anguistias
dos nossos erros
Mas quem escolhe se apaga o rabisco torto
e finge que nunca errou
ou assume e rasura, pra lembrar que
se todos erram, é você...
e por mim, agora, que seja...
tal como o mundo não para pra os que tropeçam
tal como o tempo não volta
e não corrigimos os erros em tempo
jamais paramos pra refletir
que o maior dos erros é nosso
nossa hipocrisia, nossa injustiça
não com o outro, isso passa
mas mentir pra si mesmo
ainda que seja pra doer menos
é a pior das mentiras...
Mas não tenho dúvidas
falho como sou, já errei com vc
e se errei, espero ter me desculpado
e se não o fiz, talvez seja mais um erro
pra coleção... mas não se engane
o erro é apenas uma ferramenta
daquelas que usamos pra culpar os outros
dos nossos fracassos
das nossas anguistias
dos nossos erros
Mas quem escolhe se apaga o rabisco torto
e finge que nunca errou
ou assume e rasura, pra lembrar que
se todos erram, é você...
e por mim, agora, que seja...
sábado, 10 de outubro de 2015
Amor Omnia Vincit (repostagem)
Feitos um para o outro, como papel e caneta... mas e se fosse papel e lápis, ou papiro e pena?O amor é uma espécie de preconceito. A gente ama o que precisa, ama o que faz sentir bem, ama o que é conveniente. Como pode dizer que ama uma pessoa quando há dez mil outras no mundo que você amaria mais se conhecesse? Mas a gente nunca conhece.( Henry Charles Bukowski)
E ela acordou naquela manhã revolta, e pensou no quão anormal e antiromantico é uma tempestade logo cedo, sem o brilho do sol pela janela, sem aquela sensação morna e calma...
-O sol, o tempo, o amor... todos masculinos, talvez pra evitar a TPM... Pensou.
As chances de se deprimir quando esta frio, ou chuvoso são enormes, mas ainda não são maiores do que se atribuir tal repentina tristeza a um amor, correspondido ou não... Pra uma garota qualquer, de uma cidade qualquer não seria diferente... por que então eu escreveria sobre ela...
Se levanta, escolhe a roupa que mais gosta, toma um banho antes do café preto e torradas, nunca havia tomado café preto nem de qualquer outra cor... assim pensou e sorriu, esse mesmo sorriso que encanta o garoto do outro lado da rua quando a vê sair, do mesmo brilham os olhos que tanto atraem a outra garota sentada no ponto de ônibus que por sua vez faz uma feição tao meiga quando se envergonha que faz rir aquele rapaz que passa todos os dias de bicicleta só pra vê-la e ele fala baixinho " quem sabe um dia trago flores e canto um poema qualquer"... esse romantismo é tudo que aquela mulher do carrinho de pipocas esperava de alguém, mas o cara que vende balões gosta do garoto do jornal... e o garoto do jornal ontem roubou um beijo da menina da livraria, aquela mesma que namora o rapaz do balcão da farmácia, mas ele nem sabe disso, e se soubesse talvez olhasse pra nossa garota que acordou de manha e botou um sorriso no rosto só pra fazer ele feliz...
Os amores são tantos, as possibilidades infinitas, mas somos tao egoístas, sempre esperando o romance de novela com a garota mais linda da cidade, com frases de poemas e fotos de porta retratos... mal percebemos que complicamos tudo, nos habituamos tanto com o que temos que perdemos o prazer quase infantil de amar por amar, de descobrir pra ver se gosta...
Enfim, amor não é só o sentimento fofo, amor é construção diária, e no fim, o amor sempre vence, mas nem por isso todos seremos felizes para sempre. (doug miesterludi)
sexta-feira, 9 de outubro de 2015
fragmento I
Tento
me cobrir do teu céu
Caminhar
em teu jardim abstrato
Onde
vive a paz e jaz a angustia
Um
mundo onde cabemos
Dois
corpos, uma alma
Poucos
minutos afastados do mal
Poucos
minutos sob o manto da inocência
Adeus
sorriso, sono, calma
Seja
bem vinda ao mundo real
quinta-feira, 8 de outubro de 2015
Profissão de fé
Por um
momento paro a rotina
Olho
em volta, todo artificio humano
Pouca
natureza
Penso
na pergunta fatídica
Você crê
em Deus?
E com
tantas definições acerca
Deste
ser tão complexo
Prefiro
começar com o que não creio
Eu não
acredito que todo homem é bom
E não
acredito que todo homem é ruim
Não
acredito no bem e no mal
No bom
e no ruim
Não
creio em amor e ódio sendo opostos
Não
acredito no poder constituído
Não
acredito no que não é intenso
Não
acredito em meias palavras
Nem em
meias verdades
Meia
verdade é por consequência
Meia
mentira também
Não
acredito que urubus cagam uma vez só
Mas
não creio também que escolhem cabeças
Para
cagarem freneticamente
Absolutamente
não creio em sorte ou azar
Não
creio no poder do dinheiro
Dinheiro
não traz felicidade
Se o
fizesse seria ilegal
Não
acredito numa realidade justa
Mas
não creio que seja possível
Viver
sem sonhar, desejar, imaginar
Não há
vida sem a ilusão de que
Somos
de certa forma importantes para o mundo
Ainda
que seja para nosso mundo
Ou
para alguém que disse “eu te amo”
Mas na
verdade, não me engano
Não
acredito ser realmente essencial
Acredito
na sinceridade de um olhar
Num
sorriso infante
No
erro como opção de caminho para o acerto
Na
capacidade humana de criar
De
conceber, de destruir
Acredito
na infinita possibilidade
De
consequências para infinitas escolhas possíveis
Mas
não na aleatoriedade
Acredito
no arrepio que causa a musica
No
poder de um momento especial
Na
eternidade das coisas
Na
atemporalidade das coisas
E
Deus?
Não
acredito que seja cruel e vingativo
Não
creio que se reconforte com a tendência
Violenta
e opressora do homem
Tampouco
com a insistência
Em
aplicar a Ele regras, usos
Costumes,
sentimentos e outras humanidades
Ou que
seja comprado, corruptível
Ou que
seja Ele homem, ou mulher
Não é
raro supor que Ele ao menos exista
Minha
humanidade não concebe o conceito
De
coisas que não conhece
Mas se
por um segundo fecho os olhos
E
elimino tudo aquilo que não creio
Tudo
aquilo que sei ser ilusão
Toda
materialidade
Todo
conceito criado pelo homem
Claro,
se eu for capaz
Vislumbro
aquilo, que posso talvez
Chamar
de existência de Deus
quarta-feira, 7 de outubro de 2015
Vergonha
Refugiados de guerra
intolerância religiosa
étnica, Deus virou as costas
vergonha
A vitória do capital
a vitoria global
do acumulo de riquezas em detrimento
da falência humana, pobreza
vergonha
vazio de poder
banalização do mal
e da violência, ta no jornal
sangue em suas mãos
vergonha
e o caos do mundo
e o caos em mim
seus olhos estáticos
tristes, frios
boca cerrada
casa vazia
o amor reduzido
a papeis rasgados
nunca antes desejei tanto
o fim, de tudo, de mim
a covardia inda me salva
vergonha...
terça-feira, 6 de outubro de 2015
Setembro (do livro)
O
Negro véu oculta o riso
Não o
impede, mascara
Veste
de amarelo a rosa
Que
nasceu pra ser vermelha
Intriga
desde a Grécia que
A
rosa, fez se branca até que o mal
Violentamente
atinge Adônis
E
torna a rosa vermelha
Tragédia
rima em essência
Com a flecha
que não sangra
O
coração mas o enlaça
Sem
triste fim, apenas triste
O fim
fica por conta da eternidade
Que
prontifica a engolir o tempo
E todo
sentido de existir sem esta
Rosa
atemporal de setembro.
segunda-feira, 5 de outubro de 2015
Cinza
Desde o início do ano, comecei a escrever uma serie de poemas que resultaram num livro (chamado O Ultimo) que, obviamente, não estou mais pretendendo publicar. Algumas pessoas já tiveram acesso ao material, apesar de eu ainda estar inserindo novos poemas nele, mas gostaria hoje de postar algo que escrevi no livro ha alguns meses, mesmo pq o dia está corrido...
Cinza
Cinza
Apenas
mais um dia cinza
Mais
um esboço que não sei colorir
Queria
dizer que preciso
Dizer
algo e tirar do peito
Mas as
vezes a tristeza e o peso da verdade
Não dita...
é a única coisa
Que
mantem você comigo
Queria
ter algo importante para fazer
Mas já
está feito
Ao
menos tudo que minha coragem supera
Por
hora posso ficar apenas aqui
Acho
que já tive para onde ir
Acho
que já tive rotina
Acho
que já tive razões
Hoje
só tenho que deixar passar
Deixar
a vida passar.
(MIESTERLUDI, O Ultimo)
sábado, 3 de outubro de 2015
Minha trilha...
Não me lembro em que momento
a trilha sonora entrou em minha vida
não me lembro se em algum momento fui um filme mudo
mas das mudanças, essas eu me lembro
Do Rap que espelhava minha raiva
de adolescente ressentido com o mundo
ao punk da revolta específica
e a vontade de ser diferente de tudo
mas com a adolescência a melodia dos amores
"love metal" brega aos não correspondidos
creed e alanis ao primeiro amor, em duas notas
metal melódico, e a voz angelical do coelho do mato (o original)
Ao amor que me fez observar o céu, Ursa menor
O mesmo metal que me fez "seguir em frente"
e que me apresentou o "conto de fadas"
e me levou as "raízes", a "olhar interno"
e a estrela cintilante, a maturidade
a trilha cada vez mais complexa da minha vida
deságua então no seu nó poético
O desafio do amor com pés no chão
o impossível
e numa noite de natal, ou quase
sob o céu e os vaga lumes
num segundo de sobriedade...
não esperava ter do meu lado, "alguém como vc"
mas a beleza das canções de amor
sempre terminam num samba do crioulo doido
e volto a trilha triste de sempre
'cause i'm creep*
Don't Deserve You*
so carry on*...
O tempo não para...*
Eu tive um sonho ruim e acordei chorando
Por isso eu te liguei
Será que você ainda pensa em mim?
Será que você ainda pensa?*
referências:
* Radiohead - Creep
** Plumb - Don't deserve you
*** Angra - Carry on
**** cazuza - O tempo não para
*****Cazuza - Por quase um segundo
a trilha sonora entrou em minha vida
não me lembro se em algum momento fui um filme mudo
mas das mudanças, essas eu me lembro
Do Rap que espelhava minha raiva
de adolescente ressentido com o mundo
ao punk da revolta específica
e a vontade de ser diferente de tudo
mas com a adolescência a melodia dos amores
"love metal" brega aos não correspondidos
creed e alanis ao primeiro amor, em duas notas
metal melódico, e a voz angelical do coelho do mato (o original)
Ao amor que me fez observar o céu, Ursa menor
O mesmo metal que me fez "seguir em frente"
e que me apresentou o "conto de fadas"
e me levou as "raízes", a "olhar interno"
e a estrela cintilante, a maturidade
a trilha cada vez mais complexa da minha vida
deságua então no seu nó poético
O desafio do amor com pés no chão
o impossível
e numa noite de natal, ou quase
sob o céu e os vaga lumes
num segundo de sobriedade...
não esperava ter do meu lado, "alguém como vc"
mas a beleza das canções de amor
sempre terminam num samba do crioulo doido
e volto a trilha triste de sempre
'cause i'm creep*
Don't Deserve You*
so carry on*...
O tempo não para...*
Eu tive um sonho ruim e acordei chorando
Por isso eu te liguei
Será que você ainda pensa em mim?
Será que você ainda pensa?*
referências:
* Radiohead - Creep
** Plumb - Don't deserve you
*** Angra - Carry on
**** cazuza - O tempo não para
*****Cazuza - Por quase um segundo
sexta-feira, 2 de outubro de 2015
hoje eu acordei mais cedo
tomei sozinho o chimarrão
na verdade não
mas deveria falar de musica
das trilhas que me acompanham
que acalmam minha insensatez
que me jogam na solidão
e me tiram dela tantas vezes
mas...
coelhinho do mato que me desculpe
tenho trocentos alunos pra vigiar numa viagem
prometo me redimir com a leitora
numero zero do blog
so
tomei sozinho o chimarrão
na verdade não
mas deveria falar de musica
das trilhas que me acompanham
que acalmam minha insensatez
que me jogam na solidão
e me tiram dela tantas vezes
mas...
coelhinho do mato que me desculpe
tenho trocentos alunos pra vigiar numa viagem
prometo me redimir com a leitora
numero zero do blog
so
quinta-feira, 1 de outubro de 2015
Vazio
Existe um vazio, uma ausência de sentido
que surge cada vez que nos sentimos sozinhos
mesmo em meio a bilhões de pessoas
zilhões de vidas...
sozinhos
pensei poder explicar a ausência de sentido
através daqueles que partem, mas obvio
eles não levam nada, e deixam muito
como pode esse vazio ser tão real?
talvez não faça sentido
mas esse vazio, quem sabe
pode ser um vazio de si
um vazio de ausência de si mesmo
das vezes que se ausenta de si
para viver em alguém
que ao partir... não leva nada
é preferível se perder de si
que mergulhar no mar de angústia...
que surge cada vez que nos sentimos sozinhos
mesmo em meio a bilhões de pessoas
zilhões de vidas...
sozinhos
pensei poder explicar a ausência de sentido
através daqueles que partem, mas obvio
eles não levam nada, e deixam muito
como pode esse vazio ser tão real?
talvez não faça sentido
mas esse vazio, quem sabe
pode ser um vazio de si
um vazio de ausência de si mesmo
das vezes que se ausenta de si
para viver em alguém
que ao partir... não leva nada
é preferível se perder de si
que mergulhar no mar de angústia...
quarta-feira, 30 de setembro de 2015
Versos Livres
A angustia e a liberdade
a raiva e a tristeza
se ser livre é, invariavelmente
mergulhar no mar de angustia
é livre a escolha do método
se escolhe ser triste
e em si nutre o torpe
desejo de remissão
os erros se mantem intactos
gritantes
e se escolhe a raiva
e em si nutre o torpe
desejo de justiça
os erros se mantem ali
intactos
A questão é que no fundo
de cada ser repousa
a certeza do que fora real
e do que fora quebrado
frases feitas sedam
a ilusão seda
mas a dor não cede
na saúde e na doença
na riqueza e na pobreza
felicidade ou tristeza
até que os erros nos separem...
não os teus... os meus...
a raiva e a tristeza
se ser livre é, invariavelmente
mergulhar no mar de angustia
é livre a escolha do método
se escolhe ser triste
e em si nutre o torpe
desejo de remissão
os erros se mantem intactos
gritantes
e se escolhe a raiva
e em si nutre o torpe
desejo de justiça
os erros se mantem ali
intactos
A questão é que no fundo
de cada ser repousa
a certeza do que fora real
e do que fora quebrado
frases feitas sedam
a ilusão seda
mas a dor não cede
na saúde e na doença
na riqueza e na pobreza
felicidade ou tristeza
até que os erros nos separem...
não os teus... os meus...
terça-feira, 29 de setembro de 2015
O rio...
A mansidão esconde a força
E a eterna tendencia
Sempre em frente
Aguas turvas, sempre em frente
são espelho de minh'alma
e se agora são tristes,
nem sempre foram...
Até o sol que antes dormia
parece agora morrer
A noite me sufoca
e se me afogo
o rio não para por mim
não por maldade
sem culpa
é a natureza...
sempre em frente...
E a eterna tendencia
Sempre em frente
Aguas turvas, sempre em frente
são espelho de minh'alma
e se agora são tristes,
nem sempre foram...
Até o sol que antes dormia
parece agora morrer
A noite me sufoca
e se me afogo
o rio não para por mim
não por maldade
sem culpa
é a natureza...
sempre em frente...
segunda-feira, 28 de setembro de 2015
das cores que pintei
São as cores que pintei
São alvas garças pintando o horizonte
é o vermelho vergonha das penas
é o verde remorso da vegetação
é o marrom dos olhos cegos
na terra molhada, na água que corre
é o amarelo do sorriso
nas folhas mortas
é o cinza e o rosa no céu
e tudo que em mim habita tem as cores que pintei
a lua rubra e as nuvens negras
as cores ausentes, e são muitas
na monstruosidade e na rutilância
são as cores que eu pintei..
domingo, 27 de setembro de 2015
Desejo de todo o coração um mundo mais justo, mais integro, mais empático, mais equilibrado. Não que as pessoas devessem ser eternamente felizes, mas a vida deveria ser menos pesada.
Desejo um mundo onde os embates ideológicos sejam realmente no campo das idéias, quem sabe eu poderias morar numa ecovila, alimentar meus filhos sem o veneno dos agrotóxicos. e desejo ainda mais que o mundo não entre em colapso antes de perceber que meus desejos não são impossíveis...
mas acredito que nunca desejei com tanta força, mas com tanto pesar por sua impossibilidade como poder voltar no tempo... poderia corrigir erros da humanidade, poderia mudar a história toda... mas não é bem o que eu desejo... Corrigir erros passados consiste em criar novos erros, e estou farto de viver com culpa. Só queria revisitar momentos, revisitar a sensação de paz, observar com calma onde foi que tudo começou a dar errado... aquele ponto de ruptura entre o "está tudo bem" e o "está tudo errado", entre o " que seja pra sempre" e o " esse erro é imperdoável, acabamos por aqui"...
Desejo um mundo onde os embates ideológicos sejam realmente no campo das idéias, quem sabe eu poderias morar numa ecovila, alimentar meus filhos sem o veneno dos agrotóxicos. e desejo ainda mais que o mundo não entre em colapso antes de perceber que meus desejos não são impossíveis...
mas acredito que nunca desejei com tanta força, mas com tanto pesar por sua impossibilidade como poder voltar no tempo... poderia corrigir erros da humanidade, poderia mudar a história toda... mas não é bem o que eu desejo... Corrigir erros passados consiste em criar novos erros, e estou farto de viver com culpa. Só queria revisitar momentos, revisitar a sensação de paz, observar com calma onde foi que tudo começou a dar errado... aquele ponto de ruptura entre o "está tudo bem" e o "está tudo errado", entre o " que seja pra sempre" e o " esse erro é imperdoável, acabamos por aqui"...
quinta-feira, 24 de setembro de 2015
Costumo cometer muitos erros no percurso, sobretudo com relação a escolhas e pessoas. Aqui no Blog eu já expressei diversas vezes esta minha peculiaridade, bem como a excessiva autocrítica, pessimismo e uma eterna luta por um sentido nas coisas.
E falo de amor, muitas vezes para dar indireta, desta vez não é o caso... não vou divulgar este post especificamente, tudo que preciso é confessar para o mundo que errei, e como de fato deve ser, erros tem consequências, e meu mar de magoas no momento é fundamentado nestes erros. Certa vez li de um poeta algo sobre erros e amor, achei lindo, e como qualquer poeta, achei ter entendido de forma empática o que quis dizer:
"Quando me tratas mau e, desprezado,
Sinto que o meu valor vês com desdém,
Lutando contra mim, fico a teu lado
E, inda perjuro, provo que és um bem.
Conhecendo melhor meus próprios erros,
A te apoiar te ponho a par da história
De ocultas faltas, onde estou enfermo;
Então, ao me perder, tens toda a glória.
Mas lucro também tiro desse ofício:
Curvando sobre ti amor tamanho,
Mal que me faço me traz benefício,
Pois o que ganhas duas vezes ganho.
Assim é o meu amor e a ti o reporto:
Por ti todas as culpas eu suporto."
(Shakespeare)
"Quando me tratas mau e, desprezado,
Sinto que o meu valor vês com desdém,
Lutando contra mim, fico a teu lado
E, inda perjuro, provo que és um bem.
Conhecendo melhor meus próprios erros,
A te apoiar te ponho a par da história
De ocultas faltas, onde estou enfermo;
Então, ao me perder, tens toda a glória.
Mas lucro também tiro desse ofício:
Curvando sobre ti amor tamanho,
Mal que me faço me traz benefício,
Pois o que ganhas duas vezes ganho.
Assim é o meu amor e a ti o reporto:
Por ti todas as culpas eu suporto."
(Shakespeare)
Meu contexto é ligeiramente diferente, mas "por ti todas as culpas eu suporto" pq esse mal me é benefício, e se eu pudesse, juro, de todas as pessoas que amo e que faço sofrer, tomaria pra mim a dor que sente... enfim... é só um post de mea culpa, depois volto para um post decente
quarta-feira, 23 de setembro de 2015
Indesejável
O quarto escuro
o dia cinza ou azul
não há mais diferença
a indiferença faz de tudo igual
meu canto escuro
minha existência cinza
a certeza de que venceu
seja quem for, venceu
e o velho costume da derrota
me visita com sarcasmo e sorriso
não falo de solidão
não falo mais
falo tanto do que desejo
mas o amor é liquido
passa por meus dedos
se mistura as lágrimas
mas solidão, esta amiga
que jamais abandona
me cobre com seu manto
todas as noites
todos os dias sãos noites
e de minha falsidade
considere todos os sorrisos
todos os esforços pra dizer "to bem"
de volta ao livro das mentiras
de volta aos amores inventados
de volta aos mundos destroçados
na tentativa de me sentir mais
mais que o quarto escuro
noites em claro
angustia eterna
indesejável...
o dia cinza ou azul
não há mais diferença
a indiferença faz de tudo igual
meu canto escuro
minha existência cinza
a certeza de que venceu
seja quem for, venceu
e o velho costume da derrota
me visita com sarcasmo e sorriso
não falo de solidão
não falo mais
falo tanto do que desejo
mas o amor é liquido
passa por meus dedos
se mistura as lágrimas
mas solidão, esta amiga
que jamais abandona
me cobre com seu manto
todas as noites
todos os dias sãos noites
e de minha falsidade
considere todos os sorrisos
todos os esforços pra dizer "to bem"
de volta ao livro das mentiras
de volta aos amores inventados
de volta aos mundos destroçados
na tentativa de me sentir mais
mais que o quarto escuro
noites em claro
angustia eterna
indesejável...
NADA
...E viu no nada e no silêncio
a coisa mais fantástica e
completa de si, e de nada
valeria de nada se não pelo todo
como o silencio senão pelo som
mas da boca de outrem
proferido em alto e bom som
"és NADA pra mim"
após o eco, preferível silencio
e após cada instante o tempo se foi
e levou tudo. E restou nada
e no nada percebera tudo e nada
se completam da dança louca
da existência comum, e se era ela tudo
que bom ser eu, nada
pois um tudo tão completo e sonoro
de duas coisas se vale para existir
o silencio... e o NADA
a coisa mais fantástica e
completa de si, e de nada
valeria de nada se não pelo todo
como o silencio senão pelo som
mas da boca de outrem
proferido em alto e bom som
"és NADA pra mim"
após o eco, preferível silencio
e após cada instante o tempo se foi
e levou tudo. E restou nada
e no nada percebera tudo e nada
se completam da dança louca
da existência comum, e se era ela tudo
que bom ser eu, nada
pois um tudo tão completo e sonoro
de duas coisas se vale para existir
o silencio... e o NADA
domingo, 11 de janeiro de 2015
Amigos e temperos
Meu amor por cozinha é de família, meus pais cozinham bem, sobretudo minha mãe, por lógica minha irmã foi a primeira a se interessar pela arte, é mais velha. Me apaixonei ha alguns anos quando passei a apreciar café, e pra quem me conhece, sabe que quando me apaixono por algo eu sou exagerado. Estudei latte art, tipos de café, até como se planta... Depois me interessei pelo que equilibrava com café, depois bolos, cupcakes, tortas, pães, e por aew vai.
Uma parte importante da culinária é a qualidade dos ingredientes, e considerando minha família como ingredientes básicos da minha vida (sem os quais não existo), meus amigos seriam então os temperos da minha vida.
Alguns tem temperamento mais forte, outros sutis, alguns não se misturam entre si, outros funcionam muito bem juntos, alguns em alta temperatura, outros nem tanto, mas o fato é que não posso manter todos 24h na minha vida, mas equilibrar estes condimentos e ervas é apaixonante, tanto quanto respeitar a natureza de cada um deles.
Gosto desta analogia do tempero pois espelha bem o pq não abro mão dos defeitos dos meus amigos, defeitos são como características únicas e difíceis de conciliar, mas quem ja juntou gengibre, noz moscada, canela, e anis num bolo de chocolate com açúcar mascavo e percebeu que tudo junto estes elementos trazem inspirações impensadas (conforto no estomago, um ar natalino, um frescor ao msm tempo que esquenta), entende a importância de não julgar mal os elementos soltos.
Mas é obvio, que tem condimentos que em alguns momentos se tornam enjoativos, ou irritam o paladar, não me sinto mal em deixar esses elementos de lado pelo tempo que for, mas não desfaço, ele funciona bem em alguma receita que já me fez feliz, pode funcionar novamente... enfim.
Primeira meta pra mim e pra vcs este ano... deixe se inspirar, esqueça aquele dualismo chato de certo e errado, bonito e feito, simplesmente se esforce para equilibrar os diferentes ingredientes que a vida te dá, incluindo com cuidado os amigos/temperos certos para cada receita/situação. Enfim...
Aos meus temperos, (a anne apesar de ser ingrediente basico, é extremamente aromatica e performa tempero muitas vezes), obrigado por tornarem minha vida magica.
segunda-feira, 8 de dezembro de 2014
Reflexões - violência, morte, materialidade
Há algum tempo não escrevo, seja por
falta de tempo, seja por inatividade do blog, acabei ficando um pouco
relapso. Este ano aconteceram tantas coisas reflexivas, tantas mortes
de pessoas próximas, algumas quase mortes, algumas mudanças
drásticas, alguns desânimos com coisas que sempre gostei, enfim,
minhas reflexões não foram muito animadoras durante o ano.
Mas eis que resolvo compartilhar justo
umas das reflexões pseudofilosóficas menos tristonhas, a mais
recentes delas.
Recentemente recebi um novo ar de vida
em minha casa, a Nala, uma nova gatinha que vem deixando a rotina
mais leve. Pouco depois adquiri algumas mudas de temperos para
cultivar e, obvio, parei pra pensar em que relação tudo isso tem
com tudo que tem acontecido.
Em uma comparação simples de fatos,
percebam que um automóvel, gera um gasto enorme, polui o meio
ambiente, e é objeto de desejo de grande parte das pessoas, mas, por
outro lado, o gasto em se plantar uma árvore é mínimo, você pode
ter ela por uma vida toda, ela não gera prejuízos, na verdade dá
frutos, e não é objeto de desejo de ninguém. Há quem diga que o
carro gera conforto, comodidade, mas acredito de todo coração que
elas não levam em conta que sombras são confortáveis, e que não
tem comodidade maior que respirar.
Onde quero chegar com tudo isso? É
simples, há três elementos na sociedade que me assustam e
incomodam, o primeiro deles é a cultura da violência, quando
ligamos a TV somos surrados por notícias que, se espelhassem toda a
realidade, nos jogariam num status de violência generalizada,
corroborariam com a tese de Hobbes de que o estado natural do homem é
mau, egoísta e violento. Este primeiro me leva ao segundo elemento
assustador, a cultura da morte, as pessoas preferem pensar em morte
que em vida, como se uma não fosse consequência lógica da outra,
como se a morte do outro não fosse dotada de toda uma ausência de
vida, e digo vida no mais alto grau de experiências, amigos,
família, amores, desejos, risos, choros... As pessoas não se
importam de pensar a morte de forma isolada, de desejar a morte do
outro por ter feito algo feio. Não se importam mais que o personagem
principal morra, e ate desejam isso. As pessoas não percebem que
banalizar a morte minimiza a vida, e que vida e liberdade são os
únicos bens reais que valem a pena lutar... e isso leva ao terceiro
elemento... O mundo está cada vez mais material.
A felicidade parece ser baseada em
quantidade, e quanto mais se tem, mais se acredita ser feliz, ainda
que seja uma felicidade virtual demonstrada em fotos de rede social,
ainda que seja uma felicidade de ostentar o que não tem, ainda que
seja a felicidade de desejar que no fim de tudo, dinheiro traz
felicidade, coisas nos tornam felizes e livres, e VIVOS...
Ok, e o que me faz feliz?
As vezes encontrar uma banda nova ou
uma música que me toque, as vezes ler uma história real ou não de
liberdade ou de amor real, as vezes olhar e ver que tenho tudo que
amo bem perto, que não preciso comprar amor, amizade, família,
momentos, olhares, cuidados, sorrisos... Por fim, entender que há um
ciclo de vida e morte, que sofre muito com a ansiedade deste mundo
violento, que dinheiro traz dor de cabeça, e o suficiente é
suficiente, que cada sopro de morte traz um furacão de vida, e que
enquanto houver vida, há chance de recomeçar do zero.
quinta-feira, 4 de dezembro de 2014
daqueles que nem todo mundo entende
Sunday morning, I open my eyes
awake, within the nightmare
I picked up the phone and read the lines
he said that you would die die die
he said you took some pills
and he did not know if you resist
he said that u do not want to live
you gave up, you want to die
my world stopped, became gray
I wanted to cry, I chose to smile
Hear, Speak to me in my mind
tells me that this is all a lie
please
sits by my side
smile, smile, smile with me
maybe if I close my eyes
and think hard, u open your eyes
I need you want to live
so I do not want to die
welcome life anew
Sim, é uma letra de musica, eu sempre componho algo quando as ideias surgem, e como fui cobrado que não posto nadinha neste blog, estamos de volta a ativaaaa!!!
Por incrivel que pareça, a letra tem um fundo melancólico, mas as coisas ficaram bem no final. (baseado em fatos reais)
enfim... Osculos e amplexos!!!
sexta-feira, 18 de outubro de 2013
aquele texto antigo que vc acha perdido...
Realmente não vejo graça em ser neurótico, mas dias nublados
não são os melhores para meu humor... não sou bem do tipo feliz com dias
ensolarados, nem com dias chuvosos, mas dias nublados me deprimem facilmente.
Busquei entender a causa deste mal, poderia facilmente se
justificar pelo fato de me sentir preso, gosto de poder sair de ambientes
incômodos e como o tempo também me é incomodo, acabo por ficar preso ao que me
é incomodo, mas sabendo se que o ambiente pode não ser incomodo ( raramente ),
ainda não entendo por que me irrito tanto....
o fato é que o mundo não compreende a arte, dizem que ela é
profunda, surreal, magnifica... mas a profundeza da arte é impenetrável como a
alma do artista, a surrealidade não passa de incompreensibilidade
magnificamente subentendida como reflexo do externo, mas, não seria o externo
reflexo da arte, sendo que o real é ainda mais incompreensível que a própria
arte?
De tantas incompreensíveis invenções humanas esta o amor. Ah
o amor! De tao coloridas formas, e tao formosas coloridades, o amor é arte, e a
arte se serve bem do amor.
Se tudo que é belo é arte, nunca vi nada que se comparasse a
arte daqueles olhos cor de terra molhada, sobrecenhos expressivos, os lábios,
cabelos, pintas, orelhas... o olhar.
Me tornei reticente como todas a vezes que devaneio sobre
ela, minha vida se tornou reticente por ela, mas o homem teme tornar imperfeito
o que perfeito lhe parece quando idealizado, e eu, de tao covarde que fui,
juntei as flores e poemas que escrevi, e guardei junto as lagrimas que me
esqueci de chorar...
me lembrei das lagrimas apenas quando, por fim, depois de
eras de anonimato resolvi me apresentar. Imaginei as mais diferentes formas de
o fazer sem me sentir ridículo, porem, enfim, eu sou ridículo, e quem não é?
Apanhei minhas cartas e ditei sua vida, mas ela mal percebeu
que não era eu, e sim ela, parca funcional, ditadora das regras que enfim, me
impunha, e sem querer, escravizei me aos teus encantos, permiti a escolha de
ser amigo de alguém que amava.
Mas foi escolha...
terça-feira, 3 de setembro de 2013
Blue.
Há quem diga que a vida é cinza. Há quem diga que a vida tem
a cor que você pinta, o que seria então uma vida colorida por algo que não
escolha. Qualquer cor acaba por se tornar cinza, mas não blue. Ela não era
azul, era em analise profunda, cor de pêssego, semi rosada. Mas nem sempre a cor interfere no que se
gosta, se sim blue seria negra com reflexos dourados e teria retrogosto
frutado, era viciada em café, mas não tinha retrogosto frutado, se bem que
nunca alguém havia falado sobre seu retrogosto, questionavam sim sua alcunha:
-pq seu apelido é blue? Seus olhos são azuis?
O mínimo de observação e fuga em seus olhos caramelos (com
retrogosto lacrimoso), evitaria a pergunta estúpida, mas ela via a chance de
enfim verbalizar a coisa toda...
-Não, deixa eu te explicar. É que...
-olha, batatas pela metade do preço. Interrompeu ele – vamos,
eu pago.
E mais uma vez ela desistiu, talvez por preguiça de
insistir, e não falou mais no assunto.
Certa vez no parque, blue se sentou sozinha. Fria. Apesar do
céu azul estava igualmente frio. Por sorte havia um café bem perto, e ela
empunhava o seu copo térmico de papel, engraçado o gosto de anis*... mas enfim,
estava azul de fome.
Fernando sentou ao lado dela, ele tinha biscoito, mas não se
conheciam.
É nesse momento que todos pensam: “ahhh! Mas falta terem
algo em comum”. E com razão, não tinham nada, ele odiava café e ela odiava
azulejos ( menos os azuis).
Mas algo nele (alem da comida) chamou a atenção dela... a
coragem... sorriram, trocaram olhares, se apresentaram.
-Eu sou Fernando, mas pode me chamar de..
Ela mal esperou ele se apresentar, estava faminta.
- meu nome é Fernanda, mas pode me chamar de blue. Já pegando o
biscoito dele...
-Engraçado, pq blue? Você gosta de blues?
-Até gosto, mas o motivo é outro... É que meu sobrenome é
marinho.
-Engraçado, o meu sobrenome é celeste...
Apesar das cores, descores e dias incolores, neste dia marinho
encontrou celeste, e finalmente, ficou tudo azul.
terça-feira, 16 de julho de 2013
caminhos
- mas Pierre, me sinto como se não pudesse decidir que caminho seguir... to perdida.
-Ao menos sabe o que quer encontrar?
-Sei o que não quero encontrar, e sei o que não quero perder... quero envelhecer com vc.
O sol invernal se punha em toda sua aurora, as nuvens alaranjadas ou rosadas, com tonalidades adocicadas criava uma aura onirica, infante... e foi Pierre quem disse:
-Rosa, veja bem, não são poucos os caminhos, são muitos, centenas de milhares, eu sou apenas um palhaço, tudo que sei é fazer feliz, sem escolhas ...mas note que de tantos caminhos que se cruzam, todos levam ao mesmo horizonte, para partes diferentes do mesmo horizonte, escolha qualquer um deles, leve consigo apenas tudo que lhe faz sorrir, mesmo que um sorriso triste, se tem medo de perder, abandone assim que comece a pesar, e apesar de parecer estupido, terá a chance de tropeçar nos frutos bons do seu abandono adiante. Para não encontrar aquilo que não quer, mantenha por perto e sob controle, nada pior que ser pega de surpresa... Enfim, sou um palhaço, tudo que sei é te fazer sorrir, se ao final do dia se deitar para repousar sob as estrelas e a tempestade insistir, serei as gotas que insistem em te cutucar, e se não se agradar, apago as nuvens e pinto novamente as estrelas no lugar... se na manha o sol tiver preguiça e o dia cinza insistir, vou cantar no teu ouvido e colorir teu dia... e sempre que se sentir sozinha ou perdida, veja o por do sol e siga em sua direção, se lembre de sorrir para todas as flores que eu plantar no seu caminho... sei que é dificil não estar juntos para sempre, mas contos de fadas são caros, seguirei contigo todos os passos que precisar que esteja ao teu lado, estarei contigo quando o por do sol for tao grande quanto nosso amor, morreremos de amor bem velhinhos... só não me peça pra te ajudar a escolher, não me peça mais do que te fazer feliz pra sempre...
Tudo bem pierre, ninguem é perfeito mesmo... disse rosa e sorriu, e pensou "vc é perfeito"
terça-feira, 9 de julho de 2013
Apenas nua...
Ela acordou, mal abriu os olhos e sorriu, hoje era o dia. Levantou com preguiça mas, animada, escovou os dentes, lavou o rosto, se olhou bem no espelho e afirmou, "vc é capaz". Passou o dia experimentando roupas mentalmente, procurando a mais adequada para aquela situação. Por fim era chegada a hora. tomou banho, usou o melhor sabonete, não se onanizou naquele dia, queria se concentrar e estar pura. usou aquele hidratante que cheira flores, e aquele perfume que transformava o caminho em um campo de flores. A roupa certa, maquiagem sutil apenas realçando a beleza do rosto...
algumas horas depois la estava ela, pronta... caminhou até a mesa e colocou sobre a mesma seu coração devidamente puro e sua alma devidamente lavada... foi decepcionante perceber que ninguém estava ali, e o ninguém que estava ali daria atenção a qualquer coisa menos a almas e corações... foi assim que as prantos resolveu tirar toda a roupa e esconder o sorriso... muitas pessoas apareceram, fotógrafos, curiosos, tarados, invejosas... muitos vieram ver seu corpo em pelo, a carne morna e impura, mas ninguém viu sua alma e seu coração expostos.
É assim que um artista se sente quando insistentemente expõe sua alma e coração e ninguém se interessa, e em protesto, coloquei a foto acima.
quarta-feira, 12 de junho de 2013
Feliz dia dos namorados noivos recém casados!
O mundo é mesmo estranho, sempre esperei amor de filme, daqueles com cores, sabores, incertezas, musicas de fundo, brigas bobas... Um dia acordei pra realidade, percebi que amores traem, que nos condicionamos a esperar mais dos outros que deveríamos
, que amor de filme só acontece em filme, que amor a primeira vista é coisa de livro de menina, e que chorar não vale a pena...
foi exatamente neste momento que percebi que todos meus amores foram de filme, todos com musicas, todos com cores, com apenas um problema.. foram no passado e eu não poderia viver algo passado no presente ou futuro, então desisti...
Certo dia entrei na sala na universidade, curso novo, pessoas novas, todas patéticas, todas estranhas, passei dias achando isso.. até que surgiu a figura mais linda que meus olhos bregas já viram, caminhando como quem não se importa, como se o mundo girasse apenas para que o sol e a lua pudessem dividir o mesmo período de tempo a admirando. Conheci o amor, mas não admiti, transformei na maior amizade que já havia tido, foram longos debates, foram dias, meses até que não fosse mais possível suportar ver e não tocar... todas as pequenas cenas eternas foram descritas aqui no blog, sendo assim, nada mais justo que deixar bem claro também aqui que "o grito" se tornou sussurro poético nos ouvidos de alguém que me ensinou a sorrir, que me ensinou a ser feliz... feliz dia dos namorados Anne, eu te amo escandalosa, ululante e eternamente!
, que amor de filme só acontece em filme, que amor a primeira vista é coisa de livro de menina, e que chorar não vale a pena...
foi exatamente neste momento que percebi que todos meus amores foram de filme, todos com musicas, todos com cores, com apenas um problema.. foram no passado e eu não poderia viver algo passado no presente ou futuro, então desisti...
Certo dia entrei na sala na universidade, curso novo, pessoas novas, todas patéticas, todas estranhas, passei dias achando isso.. até que surgiu a figura mais linda que meus olhos bregas já viram, caminhando como quem não se importa, como se o mundo girasse apenas para que o sol e a lua pudessem dividir o mesmo período de tempo a admirando. Conheci o amor, mas não admiti, transformei na maior amizade que já havia tido, foram longos debates, foram dias, meses até que não fosse mais possível suportar ver e não tocar... todas as pequenas cenas eternas foram descritas aqui no blog, sendo assim, nada mais justo que deixar bem claro também aqui que "o grito" se tornou sussurro poético nos ouvidos de alguém que me ensinou a sorrir, que me ensinou a ser feliz... feliz dia dos namorados Anne, eu te amo escandalosa, ululante e eternamente!
quarta-feira, 29 de maio de 2013
...
.
.." enquanto eles tentam explicar o amor, me questiono quantas vezes seria possivel se apaixonar pelas mesmas causas, pelas mesmas musicas, pelas mesmas pessoas.".. Leticia pensou um pouco mais e achou justo comprar um mocaccino antes de se sentar naquela praça fria... violão, cigarros e um bom café... isso era amor, acabara de se apaixonar por aquele momento... "Não queria encontrar alguem, queria me encontrar... e gostei do que vi"
.." enquanto eles tentam explicar o amor, me questiono quantas vezes seria possivel se apaixonar pelas mesmas causas, pelas mesmas musicas, pelas mesmas pessoas.".. Leticia pensou um pouco mais e achou justo comprar um mocaccino antes de se sentar naquela praça fria... violão, cigarros e um bom café... isso era amor, acabara de se apaixonar por aquele momento... "Não queria encontrar alguem, queria me encontrar... e gostei do que vi"
sexta-feira, 5 de abril de 2013
O amor é sobre flores... Uma manada de mamutes sobre as flores
E se o sol não amanhece, não só de sol faz se o dia, se a manhã é cinza, e amanha? O mundo as vezes perde a cor, e há um hiato até que possamos pintar novamente com as cores que queremos... e tem dia que não queremos.
tem dias que a vontade é de não amanhecer, de permanecer cinza, dormir o final de semana todo, se desligar de tudo... mas esse mundo pós moderno é um pouquinho autônomo, se vc não o colore rápido, alguem colore como quer, coloca outdoors, propagandas subliminares, gengivas nucleares, sorrisos mostrando as ogivas...
digo que do caos nasce o homem, e o mesmo se adapta nesse mundo morno, buscando a intensidade do caos como viciado a droga... Procuramos felicidade fazendo a procura pesar mais que um elefante emplumado, buscamos amor mas não a calma que este traz, sim o eterno equilíbrio desequilíbrio, brigas e resoluções. Nos colocamos como regra do que é certo, como se fossemos perfeitos buscando a imperfeição. Não há perfeição, Não há imperfeição, não há nada alem de dias cinzas, dias azuis, dias brancos, dias monótonos para transformarmos em caos a nosso bel prazer...
mas abra o livro das mentiras intermitentes, ainda se lembra do livro negro com o palhaço na capa, não? me diga que não trabalha hoje o oposto do que prega, quer felicidade mas cultiva tristeza, quer amor mas se o tem exige dele a perfeição que o mesmo não DEVE ter, quer paz mas que seja através de guerra, quer o mundo em suas mãos para que o trate da mesma forma que trata de si próprio, mas afinal, nem mesmo estas feliz. Feche o livro das mentiras e viva o amor, essa manada de 17.834.302 mamutes deporte médio e semidepilados correndo louca e ululante, emitindo grunhidos, risos e pesares, sobre as e folhas, sobre as folhas em branco, sobre as palavras que vc não disse, sobre os atos que nunca realmente foram, sobre a covardia que te faz humano, demasiado humano, sobre o livro e as mentiras . o amor é sobre flores... uma manada de mamutes sobre as flores.
Musica pro dia, The worst day since yesterday - Flogging molly:
tem dias que a vontade é de não amanhecer, de permanecer cinza, dormir o final de semana todo, se desligar de tudo... mas esse mundo pós moderno é um pouquinho autônomo, se vc não o colore rápido, alguem colore como quer, coloca outdoors, propagandas subliminares, gengivas nucleares, sorrisos mostrando as ogivas...
digo que do caos nasce o homem, e o mesmo se adapta nesse mundo morno, buscando a intensidade do caos como viciado a droga... Procuramos felicidade fazendo a procura pesar mais que um elefante emplumado, buscamos amor mas não a calma que este traz, sim o eterno equilíbrio desequilíbrio, brigas e resoluções. Nos colocamos como regra do que é certo, como se fossemos perfeitos buscando a imperfeição. Não há perfeição, Não há imperfeição, não há nada alem de dias cinzas, dias azuis, dias brancos, dias monótonos para transformarmos em caos a nosso bel prazer...
mas abra o livro das mentiras intermitentes, ainda se lembra do livro negro com o palhaço na capa, não? me diga que não trabalha hoje o oposto do que prega, quer felicidade mas cultiva tristeza, quer amor mas se o tem exige dele a perfeição que o mesmo não DEVE ter, quer paz mas que seja através de guerra, quer o mundo em suas mãos para que o trate da mesma forma que trata de si próprio, mas afinal, nem mesmo estas feliz. Feche o livro das mentiras e viva o amor, essa manada de 17.834.302 mamutes deporte médio e semidepilados correndo louca e ululante, emitindo grunhidos, risos e pesares, sobre as e folhas, sobre as folhas em branco, sobre as palavras que vc não disse, sobre os atos que nunca realmente foram, sobre a covardia que te faz humano, demasiado humano, sobre o livro e as mentiras . o amor é sobre flores... uma manada de mamutes sobre as flores.
Musica pro dia, The worst day since yesterday - Flogging molly:
quarta-feira, 6 de março de 2013
me aprumo
Nem se sabe ao certo quantas
vezes se perde o rumo, me aprumo novamente e me preparo para o desconhecido,
para a nova queda, para as novas palavras, para os novos livros e novas
mentiras. Difícil tirar de tudo uma lição, difícil uma só lição, mas de todas me
fica uma, a de que não importa o que se faça, o mundo tira de ti tudo aquilo
que se conquista com o pretexto de crescer pessoalmente, mas não se cresce. E
não me venha com o velho discurso de que é o curso do rio, escreve torto por
linhas retas, sou o caos e qualquer tipo de paz interior não me pertence.
Porem,
não me faz triste, ou frustrado. Faz-me realmente forte, me faz supor a
ausência total de regras que te inclinam ao paraíso, ou a uma pacifica e
inturbulavel passagem por um plano de existência ínfimo se comparado com a vida
eterna ou eterno retorno, a eternidade são seus sonhos, o eterno retorno são
tua queda, não ao pó retornaras, mas tua face ao chão retornará nem uma, nem
duas, nem centenas, mas milhares de vezes. E não é a maldade do mundo ou sua
falta de amor próprio, nem questão de caráter e religiosidade, é uma questão
física, de gravidade, e se supondo a gravidade das afirmações, sim, se aflija,
tire tuas vestes e te escandalize às ruas. Deus morreu? o amor ‘ainda não’? Abra
o livro das mentiras, não há mais palavras.
ps. texto antiguinho, mas é legal
ps2: voltei pra facul, fazendo historia desta vez, isso explica a falta de tempo kkkk
ps3: esse mes tem free hugs!!!!
ps4: sdd desse blog!!!!
quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
retrospectiva 2012- pedido de casamento
Considerando o fim do ano se aproximando, resolvi fazer uma serie de posts em retrospectiva, mesmo pq, esse ano teve MUITA coisa boa, mas vou começar de traz para frente, pq uma das coisas mais importantes do meu ano foi coroada ha poucos dias...
era dia do fim do mundo, um grupo de pessoas resolveu fazer um free hugs no centro de uma pequena cidade de nome enorme... foram muitas pessoas com muitos sorrisos.. mas havia 2 rostos complacentes, 2 sorrisos que se compartilhavam entre si.
eles tomaram o onibus em direcao ao centro da cidadezinha, antes disto ela havia tido um daqueles dias estranhos e irritantes, havia perdido as chaves, e ao emprestar as chaves reserva pensou sanar o problema, eis que perdeu tambem as reservas... mas naquele momento no onibus, parecia ja ter passado todo o mal, estavam juntos...
apos horas de abraços gratis, foi ele quem disse "vou ao banheiro", e ela assentiu com a cabeça. Ele foi, rezou para que tudo desse certo, e agradeceu pela chance de tomar aquela decisao, tomou as aliancas douradas do bolso, e foi em direçao ao grupo onde ela estava...
e com uma plaquinha que substituia o "abraço gratis" por "marry me".. caminhou em direçao a ela, decidido, os olhos mergulharam em lagrimas, brilhavam como farois, ambos... ela sorria, perdia o ar, o chao, e o abraçou, tomoua mao dela e colocou a aliança um pouco mais larga que o dedinho gordinho... ela fez o mesmo... eu estava oficialmente noivo da mulher da minha vida... e depois de tudo que tivemos juntos, nao poderia ser diferente...
era dia do fim do mundo, um grupo de pessoas resolveu fazer um free hugs no centro de uma pequena cidade de nome enorme... foram muitas pessoas com muitos sorrisos.. mas havia 2 rostos complacentes, 2 sorrisos que se compartilhavam entre si.
eles tomaram o onibus em direcao ao centro da cidadezinha, antes disto ela havia tido um daqueles dias estranhos e irritantes, havia perdido as chaves, e ao emprestar as chaves reserva pensou sanar o problema, eis que perdeu tambem as reservas... mas naquele momento no onibus, parecia ja ter passado todo o mal, estavam juntos...
apos horas de abraços gratis, foi ele quem disse "vou ao banheiro", e ela assentiu com a cabeça. Ele foi, rezou para que tudo desse certo, e agradeceu pela chance de tomar aquela decisao, tomou as aliancas douradas do bolso, e foi em direçao ao grupo onde ela estava...
e com uma plaquinha que substituia o "abraço gratis" por "marry me".. caminhou em direçao a ela, decidido, os olhos mergulharam em lagrimas, brilhavam como farois, ambos... ela sorria, perdia o ar, o chao, e o abraçou, tomoua mao dela e colocou a aliança um pouco mais larga que o dedinho gordinho... ela fez o mesmo... eu estava oficialmente noivo da mulher da minha vida... e depois de tudo que tivemos juntos, nao poderia ser diferente...
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
Litha- feliz novo ciclo
Fim de um ciclo e inicio de outro. Seguindo o raciocinio dos espirais hoje seria um daqueles dias interessantes para se olhar o inicio do antigo ciclo, perceber se houveram erros, sorrir com eles, e sorrir de tudo mais.
preciso dizer que provavelmente este foi o ciclo mais feliz da minha vida (lembrando que estou falando do ciclo do ano solar, hj é litha, auge do sol, solsticio de verao)... vejamos o que aconteceu...
Encontrei o amor da minha vida, e não ha quem me veja, ainda que caminhando pela rua que possa dizer o contrario, encontrei meu centro, meu self. Tendo a ser pessimista a maior parte do tempo, mas não posso negar o quanto conquistei esse ano, hoje tenho o berço da minha familia, vivo e convivo com a mulher que eu amo, cresci enquanto pessoa como nunca, nunca tive tanto amor na minha vida quanto agora... e sobretudo, independente do que tive que abrir mão, hoje sou FELIZ!!!
Existe o pensamento de que hj talvez o mundo se acabe, provavelmente ele se acabe e se recomesse sem que possamos perceber o tempo todo, se acaba e se inicia nele mesmo e continua a mudar...
hoje resolvi dar mais um passo rumo a minha felicidade, provavelmente vou postar sobre isso em breve... nao posso arriscar a surpresa!
enfim, 2013 esse blog se movimenta um pouco mais, por enquanto quer mais um sonho de natal!!!!
feliz natal para todos, muitos sorrisos e felicidades mil!!!!
pra quem é de guaratinguetá, hj eh dia de free hugs!!! comparecam!!!
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